Tráfico humano é o terceiro crime mais lucrativo do mundo

Tráfico humano é o terceiro crime mais lucrativo do mundo

O tráfico de pessoas é considerado o terceiro crime mais rentável do mundo, atrás apenas do tráfico de armas e de drogas. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), 50% das vítimas são mulheres e um terço, crianças. Metade dos casos são alvo da exploração sexual e 38% do trabalho escravo, mas há ainda o aliciamento para o crime, casamento forçado, adoção ilegal e remoção de órgãos.

No Brasil, dados do Disque Direitos Humanos (Disque 100) revelam que 5.125 denúncias de trabalho escravo e tráfico de pessoas foram feitas entre 2012 e 2019. Deste total, 326 foram relacionadas ao tráfico para adoção ilegal – nacional ou internacional; 346 casos de exploração sexual e 51 para fins de remoção de órgãos.

Segundo o último relatório do Ministério da Justiça, o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) atendeu, de 2017 a 2020, mais de 1.800 vítimas de tráfico de pessoas, a maioria (65%) homens relacionados à finalidade de trabalho escravo.

Estudiosa do assunto, a advogada Sthefani Peres (foto), mestranda em Direito pelo UniCuritiba – instituição que faz parte da Ânima Educação, uma das maiores organizações educacionais de ensino superior do país – diz que a situação é grave também no Paraná e faz um alerta.

“Mesmo impressionantes, esses dados não refletem inteiramente a realidade. O tráfico de pessoas é um crime subnotificado e muitos casos sequer chegam ao conhecimento das autoridades e entram para as estatísticas. Muitas vítimas não denunciam por medo, vergonha ou simplesmente nem percebem que foram alvo de um crime”, explica.

Tráfico humano em Curitiba

De acordo com Sthefani, do total de denúncias no País, pelo Disque 100, 271 foram registradas no Paraná. O tráfico de crianças e adolescentes somou, de 2012 a 2019, 3.601 denúncias, sendo 169 no Estado. Deste total, 32 foram em Curitiba, a cidade com mais registros.

Como resultado às suas pesquisas, trabalho e esforços de conscientização sobre a necessidade de enfrentamento ao tráfico humano, a advogada recebeu o Prêmio Profissionais do Ano 2021, concedido pela Câmara de Vereadores de Curitiba.

A entrega da honraria ocorreu no gabinete da vereadora Tânia Guerreiro, responsável pela indicação. Além da estudante e pesquisadora do UniCuritiba, outras 24 personalidades terão sua atuação em outras áreas reconhecida pelo Legislativo.

Dissertação de mestrado

Graduada em Direito e em Ciências Econômicas, Sthefani Peres mantém seu foco de atuação e pesquisa no campo do direito civil, direitos humanos e tráfico de pessoas.

“Esse tema do tráfico humano me é afeto tem algum tempo e será, inclusive, meu tema de dissertação no mestrado do UniCuritiba. Tenho participado de várias palestras, estudos e pesquisas e procuro contribuir para a conscientização das pessoas sobre a realidade e a gravidade deste assunto”, diz.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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