Venda direta é oportunidade para empreender no país

A venda direta tem crescido exponencialmente no Brasil, mesmo durante a pandemia. Segundo a Associação Brasileira de Empresas de Vendas Diretas (ABEVD), a força de vendas cresceu 5,5% em 2020, ultrapassando 4 milhões de empreendedores, que atuam como consultores diretos das empresas. Nesse contexto, profissionais buscam alternativas digitais para continuar empreendendo e ampliando seu negócio. Segundo o Sebrae, o empreendedorismo é responsável por 27% do PIB no Brasil, um resultado que vem crescendo bastante nos últimos anos.
Prova disso é a curitibana Michelle Varago de 37 anos que trabalha há mais de 10 anos como consultora da Natura e manicure. No salão, ela diz que as clientes amam ver as revistas, mas com a chegada da pandemia tem trabalhado com o auxílio da tecnologia. “Por meio das redes sociais como o whatsApp, compartilho a revista digital com as clientes e uso o aplicativo da marca para fazer entregas. Uma alternativa que tem sido bem proveitosa, principalmente para dar andamento e visibilidade aos negócios”, afirma.
Com investimentos voltados para a digitalização desde 2015, a Natura, uma das marcas mais atuantes no setor, conseguiu ter importantes avanços a partir de 2019 com a venda direta. De acordo com a líder de mercado da região Sul, Diana Guimarães, quando a crise da Covid-19 atingiu todo o mundo, a empresa já estava bem preparada.
“Nós intensificamos o movimento que chamamos de social selling, um modelo que une a venda direta à venda online. Com isso, tivemos o lançamento de revistas digitais interativas, aumento no uso da personalização de anúncios nas redes sociais e o consequente alcance de clientes de diferentes lugares. Estamos muito satisfeitos com os resultados, principalmente na região sul do país que aderiu a solução digital muito rapidamente”, explica Guimarães.








