Na Black Friday, varejo online enfrenta risco de fraudes digitais associado ao não cumprimento da LGPD

Na Black Friday, varejo online enfrenta risco de fraudes digitais associado ao não cumprimento da LGPD

Empresas devem adotar medidas preventivas para evitar punições

A Black Friday se aproxima e o varejo online e os marketplaces têm novamente um desafio: gerenciar os dados dos usuários em acordo com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), no momento que as fraudes digitais avançam e que é maior o conhecimento dos consumidores acerca de seus direitos previstos na LGPD.

Ainda que as empresas do comércio eletrônico tenham feito seu “dever de casa” para atender os requisitos de segurança da informação e proteção de dados, elas precisam estar atentas às empresas prestadoras de serviços e intermediadoras que atuam na operacionalização das transações.

No cenário em que os crimes cibernéticos avançam e estão cada vez mais sofisticados, é essencial reforçar ações preventivas, especialmente neste momento de grandes promoções e transações pela internet, alerta a advogada Clarissa Grecelle, especialista em Compliance e LGPD do Martinelli Advogados, um dos maiores escritórios de advocacia do País.

Varejistas online e marketplaces precisam estar preparados para o atendimento da LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados), cujas sanções estão em vigor desde o início de agosto, tanto quanto observar as exigências do CDC (Código de Defesa do Consumidor).

Realização de due diligence

A realização de due diligence junto aos parceiros com quem irão compartilhar dados é um dos pontos iniciais que devem ser considerados. “É muito importante realizar essas investigações para conhecer o histórico de atuação do fornecedor, sua infraestrutura, grupo de empresas do qual faz parte, sócios e o capital social, entre outros pontos, antes da escolha, pois os integradores e demais intermediadores de todo o ecossistema do e-commerce terão acesso a informações e dados confidenciais pelos quais a empresa vendedora é a responsável”, explica Clarissa.

Outro ponto destacado pela advogada é a elaboração de um contrato robusto entre as partes, que contenha cláusulas expressas que garantam o tratamento e a segurança necessária a todas as informações dos consumidores a que terão acesso, comunicação imediata entre as partes, bem como dividam responsabilidades em caso de incidente de violação de dados. Isso porque, com o advento da LGPD, é dever das empresas informar qualquer tipo de vazamento que envolva dados pessoais à Autoridade Nacional de Proteção de Dados, sob o risco de sanções administrativas.

Plano de ação

Possuir um plano de ação para tratar as crises decorrentes desses incidentes é outro aspecto relevante mencionado pela advogada do Martinelli, para que os varejistas e marketplaces consigam dar respostas rápidas em caso de ataques cibernéticos ou violação de dados, sem comprometer a operação e a imagem da empresa. Nesse sentido, o Martinelli vem realizando um trabalho intensivo de orientação e atuando na elaboração desses planos de contingência, que vão desde a mitigação de riscos, contenção de danos e até o aprendizado.

“Esse planejamento dará agilidade e direcionamentos seguros para a empresa agir em caso de vazamentos. Deve ser um plano multidisciplinar que, além de observar os aspectos jurídicos e contratuais de forma clara, inclusive em relação às responsabilidades e deveres durante a crise, ajude a preservar a imagem da empresa e colabore na tomada rápida e assertiva de decisões”, explica a especialista.

Além disso, ela observa que é importante, especialmente nestes momentos de promoções, que as mensagens nos sites sejam claras e objetivas e orientem os consumidores de que, por exemplo, uma vez escolhida a forma de pagamento na plataforma, a empresa vendedora não entrará em contato para alterar o meio deste pagamento, pois interações externas com os consumidores podem se configurar em tentativas de fraude.

Por fim, Clarissa Grecelle recomenda que as empresas que atuam no e-commerce disponibilizem plataformas online que respeitem e garantam a privacidade dos consumidores, atuando sempre com o consentimento do usuário e avisando sobre os tipos de dados que estão sendo coletados. Posturas neste sentido demonstram transparência e elevam o nível de credibilidade da empresa.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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