Possíveis impactos da crise sanitária e estratégias para aumentar a receita na Black Friday

Possíveis impactos da crise sanitária e estratégias para aumentar a receita na Black Friday
Diferente das demais datas sazonais, a Black Friday é esperada pelos consumidores única e exclusivamente pela intenção de compra de produtos e serviços com descontos e ofertas que antes não foram oferecidos pelas empresas. Por essa questão, o poder de consumo aumenta de forma exponencial em comparação ao restante do ano e se torna uma das datas mais importantes para o varejo online e físico brasileiro.

Uma recente pesquisa desenvolvida pela Neotrust mostra que só em 2020 foram realizadas 7,6 milhões de compras online que passaram de R﹩ 5,1 bilhões de faturamento, o que é 31% maior do que no ano anterior, tudo isso já no período pandêmico. “As pessoas adotaram um comportamento de restrição de gastos, em decorrência da instabilidade mundial causada pela pandemia, entenderam as limitações do momento, se adaptaram, bem como as empresas, o que surtiu em um poder de consumo ainda maior”, explica Guilherme Kapos, Sales Director LATAM da Adjust.

Assim, é importante considerar que as pessoas estão cada vez mais preparadas e exigentes quanto às novidades e, por isso, a principal ação das marcas, para esta data deve ser suprir as expectativas deste público. Até mesmo porque, toda a concorrência e mercado estão se preparando e desenvolvendo estratégias perante a mesma causa.

Estratégias para aumentar a receita

Com o sucesso em faturamento da Black Friday, outras datas foram criadas com o intuito da venda também, como a Cyber Monday e a Black Week, consideradas uma extensão deste evento e que detém uma grande movimentação monetária. Isso mostra que estes desdobramentos não podem ser desconsiderados pelas marcas que estão aproveitando e se beneficiando do poder de consumo e necessitam de um planejamento com timing certo. O que pode ser levado como uma estratégia diferenciada no mercado.

“Estamos vivenciando a democratização da Black Friday. Antes, não havia tanta relevância fora do varejo. De uns tempos para cá, fintechs começaram a fazer campanhas para aberturas de contas e até houve uma mobilização no mercado de edtechs, com sistemas de treinamentos, cursos etc. Empresas não podem estranhar esse fenômeno, elas precisam esperar por novidades e estarem preparadas”, complementa Juliana Assunção, sócia-fundadora e CMO da RankMyApp.

Por outro lado, há uma necessidade de preparo muito maior por parte delas e este é o grande desafio. Muitas marcas são prejudicadas neste evento porque investem mais em promoções e ofertas do que na real efetividade da jornada do cliente/ compra pelo site, apps mobile etc. Isto é, sistemas que não suportam a quantidade de usuários ativos e falhas técnicas que dificultam a conclusão das compras, por exemplo. Por isso, uma ação que não deve ficar de lado é o investimento de boas tecnologias e sistemas para o bom funcionamento do Customer Experience.

“A diversificação das formas de envio de pushes, como o uso de push notifications, SMS, e-mails marketing, para alertar o público da aproximação da data, faz parte das estratégias de aumento de conversão incluídas na jornada do cliente/ compra, porque a marca vai trabalhando essa questão de reter o usuário até a Black Friday”, explica Luiz Lima, Sales Manager da CleverTap Brasil.

Ainda, a venda nesta data permeia um público físico e virtual, que carregam ciclos de atração e vendas diferentes, diante disso, segmentar a audiência e as estratégias para cada um garante resultados ainda mais certeiros. Para o público engajado pelo mobile, “estudar os touch points para gerar estratégias e analisar interações pode ser o insight necessário para o desenvolvimento e aperfeiçoamento do canal de venda/ compra durante a Black Friday”, completa Luiz.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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