Pesquisa revela comportamento sobre doações realizadas nos checkouts de lojas

Pesquisa revela comportamento sobre doações realizadas nos checkouts de lojas
Tendo como referência a pesquisa americana Checkout Champions, que analisa o modelo de cultura de doação por meio do checkout do varejo nos EUA, o Grupo MOL, Movimento Arredondar e consultoria CAUSE promovem a pesquisa inédita no País, Varejo com Causa: como redes varejistas impulsionam as doações no Brasil, para analisar a presença e receptividade ao modelo de doação no checkout, no momento de fechar uma compra.

Após três meses de coleta de dados, o estudo aponta um cenário otimista para a cultura solidária no País, impulsionada pela força e capilaridade do varejo. Ao mesmo tempo, 58% do varejo brasileiro mapeado ainda não oferece mecanismos de doação no caixa. Destes, farmácias (78%) e supermercado (52%) lideram, como os segmentos que mais utilizam ferramentas para mobilizar clientes a doarem na loja.
A pesquisa também ouviu consumidores de todas as regiões do país e identificou que 74% dos consumidores estão preocupados com questões socioambientais e se enxergam, junto com as marcas, como parte da solução.
Para 77% dos entrevistados, oferecer mecanismos para doar no momento da compra melhora a imagem das empresas. No caso dos consumidores que já doam, essa percepção é ainda mais expressiva: 84% entre consumidores que já foram e 70% entre não doadores. E o consumidor também se torna mais fiel às lojas que promovem doação, com alta probabilidade de voltar a fazer compra.
Beatriz Bouskela, diretora executiva do Movimento Arredondar destaca: “A relação entre marca, colaborador e cliente é fortalecida ao criar mecanismos para doar na loja. E ao criar um canal descomplicado e acessível, o cliente valoriza e tende a voltar. Na prática, a gente tem essa experiência de trabalhar com as marcas parceiras o engajamento para fazer o convite, a comunicação e a transparência. E chega ao ponto em que muitos clientes pedem para arredondar e doar centavos para as ONGs”.
Em comparação aos outros modelos de doação, quem doa no varejo doa mais, especificamente 14% a mais. Inserir essa possibilidade na rotina de consumo aumenta o potencial de impactar e potencializar o trabalho das ONGs. Quando perguntados sobre qual o valor total que os pesquisados doaram nos últimos 12 meses, o valor médio de doação no ano pelo checkout foi de R﹩50,12 por pessoa, já nos meios tradicionais de doação a média revelada foi de R﹩43,96.
Rodrigo Pipponzi, co-fundador da Editora MOL que é uma das organizadoras do estudo destaca que já tem referências para contar e as soluções se acoplam à dinâmica do varejo nas diversas áreas. ”A pesquisa tem uma importância de educar, inspirar e mostrar com dados que é preciso fazer. Qualquer loja, grande ou pequena, pode apoiar causas. Eu não tenho dúvidas de que o varejo é uma das grandes potencias para mudar a cultura de doação no Brasil”.
Embora o Brasil ainda precise fortalecer a cultura de doação que ainda está muito atrelada à emergência e crises, os resultados da pesquisa mostram que o brasileiro está aberto a conhecer formas de participar. 78% dos não-doadores entrevistados declararam que provavelmente passariam a doar se houvessem mecanismos que facilitassem a doação e 59% estariam mais dispostos a doar se conhecessem melhor as ONGs beneficiadas e tivessem mais clareza sobre o que será feito com o dinheiro. No entanto, 32% dos entrevistados que já possuem a prática da doação dizem ter conhecido as instituições beneficiadas por causa da abordagem na hora da compra.
A maioria dos consumidores diz que gosta ou não se importa de receber o convite para doar na boca do caixa ou no fechamento do carrinho. O convite para apoiar uma causa gera uma impressão positiva muito mais do que incômodo.
“Os dados mostram, pela primeira vez, que o varejo não só impulsiona doações, como reforça o papel dos clientes nessa iniciativa”, destaca Monica Gregori, sócia-diretora da CAUSE, consultoria que conecta marcas com o terceiro setor. “Tanto doadores como não doadores enxergam as empresas que possuem mecanismos de doação como grandes facilitadoras no apoio das causas.”
Nos últimos 10 anos, Arredondar, MOL e Cause trazem soluções para conectar marcas e impacto socioambiental. Além da pesquisa, as entidades lançaram uma plataforma também chamada Varejo com Causa para difundir esse conhecimento e mostrar casos de sucesso em parceria com a rede Petz, Burger King Brasil, GOL Linhas Aéreas, Raia Drogasil, Visa e outros.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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