Planos de saúde terminam 2021 com quase 49 milhões de beneficiários

Planos de saúde terminam 2021 com quase 49 milhões de beneficiários

Esse é o maior número desde 2015

Dados divulgados nesta semana,pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), apontam que os planos de saúde fecharam 2021 com 48.995.883 de beneficiários, um crescimento de 3,2% em relação a 2020. Trata-se da melhor marca desde 2015, quando o número de clientes de planos de saúde alcançou 49.191.957 de beneficiários. O número havia sido antecipado por projeções feitas pela Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), em dezembro. Desde junho de 2020, cerca de 2,3 milhões de beneficiários ingressaram no sistema.

“A pandemia despertou o senso de urgência para a contratação de planos de saúde, o que explica a alta expressiva de novos beneficiários na saúde suplementar. Aliado a isso, as operadoras de planos de saúde seguiram dedicadas a implementar estratégias para a retomada de clientes”, diz Vera Valente, diretora executiva da FenaSaúde. “A recuperação de postos de trabalho também contribuiu para o fenômeno”, avalia a executiva.

De acordo com a ANS, o maior volume de contratações se deu no plano coletivo empresarial, que cresceu 5% em 2021, frente ao ano anterior. Os coletivos por adesão (planos oferecidos a categorias profissionais e associações) avançaram 0,6%. Já os planos individuais ou familiares registraram recuo de cerca de 1,5%.

“Para que a curva de novos beneficiários continue ascendente, é fundamental ampliarmos ainda mais o acesso à saúde para a população brasileira. Isso se dará por meio de maior concorrência, planos mais acessíveis, segmentação de coberturas e melhor eficiência operacional. Estamos empenhados para que isso aconteça em 2022, quando se espera a revisão do marco legal do setor”, diz Vera Valente.

Para a executiva, o aumento no número de beneficiários de planos de saúde, além de garantir atendimento de qualidade para mais brasileiros, ajuda a desafogar o Sistema Único de Saúde, permitindo a concentração de recursos e esforços da área pública no atendimento à população de menor renda.

Sinistralidade avançou

De acordo com o último Boletim Covid-19, divulgado pela ANS, as despesas dos planos de saúde com o atendimento de seus beneficiários voltaram aos níveis anteriores à pandemia de Covid-19. 79% do que as operadoras arrecadaram com as mensalidades foram repassados a hospitais, clínicas, laboratórios e profissionais de saúde para cobrir os atendimentos provocados não só pelo coronavírus, mas também por outras doenças, bem como para os procedimentos não urgentes, represados desde 2020. Segundo a agência reguladora, trata-se do mesmo percentual registrado em 2019, ano que antecedeu a pandemia.

A retomada do índice de sinistralidade foi impulsionada também pelo crescimento de autorizações para exames e terapias. Em abril de 2021, o índice foi 160% superior ao verificado no ano anterior. Em dezembro, o índice estava 7,3% maior que em 2020. O Boletim da ANS também mostra que a ocupação de leitos hospitalares, em 2021, foi maior para atendimento de casos não relacionados à Covid-19, sendo a única exceção o mês de março, o que indica forte retomada dos procedimentos eletivos.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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