Venda de automóveis usados acumula queda de 32% nos dois primeiros meses, no Paraná
A venda de veículos usados e seminovos nas 5 mil revendedoras espalhadas pelos diversos municípios do Paraná, acumulou queda de 17% nos primeiros dois meses do ano. No caso específico de automóveis de passeio, houve uma redução nos negócios de 32% no bimestre, e de 13% só em fevereiro.
Estes números me foram passados com exclusividade pela Fenauto, que é a Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores. Entre janeiro e fevereiro foram vendidos no Paraná, 151 mil veículos, sendo 98 mil automóveis de passeio.
Eu conversei com o presidente da Assovepar, o empresário Cesar Lançoni Santos, e ele me explicou que a alta da inflação e consequentemente dos juros, o reajuste nos preços dos veículos em torno de 30% no ano passado, e as apreensões em relação à economia são fatores que têm pesado no momento da compra ou troca de um veículo. Ainda segundo o empresário, a falta de veículos zero nas concessionárias, que acabou contribuindo para a elevação dos preços dos usados e seminovos, também está afetando os negócios.
Equilíbrio no mercado de novos
Lançoni Santos, que atua há 30 anos no setor de veículos usados em Curitiba, me contou que é grande a expectativa para que haja um equilíbrio no mercado de automóveis novos. Ele me explicou que a normalização das vendas de veículos zero possibilitará a recolocação de mais seminovos no mercado. O que se verifica nestes dois últimos anos, é que com a falta de carros novos, as locadoras, por exemplo, não conseguem renovar suas frotas e isso representa a entrada de menos veículos usados no mercado, e de uma valorização maior para os automóveis ofertados nas revendedoras.
Sobre o aumento das taxas de juros, o presidente da Assovepar me disse que o custo dos financiamentos acabou pesando mais para as pessoas que possuem um escore baixo, e que representam um risco maior. No início de 2021, o juro para financiar um veículo usado para um consumidor com escore baixo girava em torno de 0,8% a 1,2% ao mês. Hoje, o juro mensal está acima de 2%. Já para os consumidores que apresentam um bom escore, o custo do financiamento é menor.








