Venda de ovos dispara 125% em supermercados online

Venda de ovos dispara 125% em supermercados online

Itens básicos de consumo são os mais pedidos na modalidade

Após mais de dois anos de pandemia no Brasil, comprar on-line já não é mais novidade para o consumidor. O período em que vender por canais digitais era apenas uma ação impulsionada por motivos emergenciais passou, e agora o varejista já enxerga que o virtual é tão importante quanto o físico, mesmo em setores mais tradicionais como o de supermercados.

De acordo com dados da Linx, líder em tecnologia para o varejo, a partir de informações da Mercadapp, foi constatado que em abril de 2022 a categoria com maior número de pedidos foi a de “mercearia” – contra hortifruti no mesmo período do ano passado -, que inclui no top 3 itens como óleo de soja, ovos e café, respectivamente. O destaque ficou para o número de pedidos de ovos, que saltou 125% em abril deste ano, enquanto a receita cresceu 159%, ambos frente ao mesmo período de 2021.

O destaque nos pedidos e na receita dos ovos reforça uma crescente, já que de acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), no ano passado o consumo de ovos por habitante foi de 257 unidades, e em 2020, de 251 unidades. “O top 3 de itens mais vendidos também reflete a realidade brasileira, lidando com a inflação e suas consequências. Os ovos, em segundo lugar, podem funcionar como uma alternativa à carne, por exemplo, que está tendo impactos mais fortes com a alta de preços. Para os varejistas, oferecer vantagens nesses produtos pode ser uma escolha que traga bons resultados”, comenta Gabriel Gurgueira, diretor da Mercadapp na Linx.

A pesquisa também mostrou que o ticket médio, que teve uma queda de 4,72% no primeiro trimestre em relação aos três primeiros meses de 2021, com R$ 207,66, já dá sinais de estabilidade. Em abril, o valor médio gasto pelo consumidor foi R$ 212,57, sendo um valor 0,63% menor que o mesmo período de 2021, com R$ 213,93. É um resultado promissor, considerando o atual cenário econômico pautado pela inflação no setor alimentício. “Embora alguns de nossos números sejam menos expressivos que os de abril de 2021, aquela era uma época de picos da pandemia, com mais pessoas em casa. Por isso, enxergamos o levantamento com otimismo, levando em conta a retomada dos consumidores para os supermercados presencialmente neste ano. Ainda assim, as compras on-line vieram para ficar”, adiciona Gurgueira.

Itens básicos se tornam prioridade para consumidores

Com a liderança de itens de mercearia neste período contra hortifruti (produtos para consumo rápido) no ano anterior, o consumidor brasileiro está buscando pelo básico na compra on-line. De acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) do IBGE, divulgado em abril, houve uma alta de 12,85% no preço de alimentos e bebidas. E entre os principais produtos impactados, estão a cenoura (195% de alta), tomate (117,48%), a abobrinha (86,83%) e raízes e legumes (68%).

“Isso significa que os clientes estão se familiarizando mais com esse tipo de compra, e buscando consumir itens de mais duração, que geralmente fazem parte de compras maiores e não daquelas que são pontuais. Além disso, a alta nos preços pode ter influenciado nas preferências do consumidor”, finaliza o executivo da Linx.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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