You are here
Home > Trabalho/Emprego > Flexibilização das novas formas de trabalho é tema de 70% das conversas em redes sociais

Flexibilização das novas formas de trabalho é tema de 70% das conversas em redes sociais

Se a pandemia mudou a nossa forma de trabalhar, o local a partir do qual o desenvolvemos e a forma como nos relacionamos com outros colegas e equipes, a grande questão que se soma a esta equação é que as organizações têm grandes oportunidades, mas, também, correm o risco de perder seus talentos não cuidados. Isso porque a revolução das novas formas de trabalho já é uma realidade, como expõe este estudo do LLYC, em colaboração com a DCH (International Organization of Human Capital Managers), que analisou as redes sociais para descobrir, precisamente, que nossa relação com o trabalho mudou e não é mais a mesma.

A conversa analisada tem um recorte que vai de 2018 e 2022 e monitorou 9,3 milhões de mensagens em redes sociais em todo o mundo. Segundo o estudo, 70% veem o novo paradigma de trabalho de forma positiva, pois agora temos maior flexibilidade de horário, o que resulta em maior desempenho dos profissionais e melhor saúde mental, o que ajuda a descentralização dos territórios. Mas, 30% da amostra também nos deixa com outros alertas, como problemas de desconexão, cargas de trabalho excessivas e, às vezes, até insegurança no trabalho.

Além disso, o estudo mostra que essa é uma conversa cada vez mais interessante e que cresceu 385% em quatro anos. A equipe de Deep Digital Business da LLYC fez esse levantamento usando técnicas de análise de dados, inteligência artificial (IA), processamento de linguagem natural (NPL) e análise de redes sociais (SNA), com palavras-chave como novas formas de trabalho, híbrido, flexível, teletrabalho, virtual, remoto, futuro do trabalho ou home office, entre outros.

Segundo Naira Feldman (foto), gerente de Comunicação Estratégica & Talent Engagement na LLYC Brasil, “o estudo mostra que a maioria dos profissionais não quer dar um passo atrás nos benefícios obtidos e que exigimos cada vez mais de nossas organizações. Por esta razão, as empresas terão de ser cada vez mais inovadoras na sua proposta de valor aos colaboradores e apostar numa maior flexibilidade e capacidade de adaptação a novos ambientes e necessidades das pessoas”.

“Os dados deste estudo nos oferecem uma visão clara dos desafios que as empresas com propósito devem enfrentar imediatamente, atentas à realidade social e aos novos modelos culturais, modelos esses que marcarão também os da própria empresa”, explica Juan Carlos Pérez Espinosa, Presidente Global da DCH — International Organization of Human Capital Managers.

Algumas das principais descobertas destacadas pelo estudo são:

  • Crescimento de 385% na conversação em quatro anos. As perguntas sobre o trabalho, suas formas e condições são temas de conversas em geral, passando de mais de 22.000 pessoas ativas nessas falas no período 2018-2019 para mais de 74.000 no período 2020-2022.
  • 70% da conversa é positiva. Os internautas falam de uma nova era apoiada em tecnologia e que aposta na flexibilidade de horários, atuação, saúde mental e descentralização de territórios.
  • 30% das conversas destacam os problemas decorrentes do novo modelo. Os usuários acreditam que os novos modelos de trabalho são a causa de problemas de desligamento, excesso de trabalho ou precariedade.
  • Ampliação de temas. As conversas refletem a maturidade das pessoas e das empresas, abandonando os termos “governo”, “projeto”, “acordo”, “nacional” ou “viagem”, e abordando questões relacionadas à transformação e compreensão das necessidades com “transformação”, “pessoas “, “tempo”, “vida” ou “digital”.
  • Flexibilidade. O tema que terá maior relevância nas conversas dos próximos meses será a flexibilidade e não o teletrabalho. À data do estudo (abril de 2022), o trabalho flexível é a tendência que apresenta maior capacidade de crescimento e a única que continua a crescer desde 2021.
  • Maternidade e família, dois temas menos óbvios. O cuidado com os filhos, a conciliação e o papel da mulher no lar e na empresa têm maior força nos debates sobre o modelo de relacionamento entre empresas e profissionais. A maternidade aparece associada a quase 3% das menções ao teletrabalho; em vez disso, a família em mais de 13% em questões relacionadas à jornada de trabalho.
  • Transporte. É outra tendência que sofre uma maior aceleração (26%) quando se trata de horários flexíveis. Mais de 300 mil menções, 11% das conversas, entre o período 2020-2022 tem a ver com transporte.
Mirian Gasparin
Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 44 anos na área de jornalismo, sendo 42 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 11 anos de blog, mais de 20 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 18 prêmios, com destaque para Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.
https://www.miriangasparin.com.br

Deixe um comentário

Top