Blindagem patrimonial é tendência polêmica para investidores e famosos

Blindagem patrimonial é tendência polêmica para investidores e famosos

O Brasil é hoje o 14º país com a maior carga tributária no mundo, liderando disparadamente no ranking dos países da América Latina, na primeiríssima posição, sendo esses impostos responsáveis por cerca de 35,4% do PIB do país.

Cada vez mais empresários e pessoas de maior capital financeiro ou até mesmo aqueles que possuem pouco e querem proteger seus bens procuram empresas capazes de cuidar do patrimônio de seus clientes.

“Para termos uma ideia, a cada R$ 250 mil de um imóvel, há uma economia de aproximadamente R$15 mil, só com a isenção dessas taxas cobradas. Isso sem falar na diminuição dos custos relacionados aos impostos sobre aluguéis, que baixam mais de 60%”,  explica Richard Clayton, fundador da Trinta Porcento.

A blindagem de imóveis que pertencem à ‘estrutura’ criada, garante até 6% de economia na hora de sua transferência. Isso porque, naturalmente, isenta a obrigação de escrituração e do ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis), que é um tributo municipal de pagamento obrigatório sempre que ocorre a compra ou a transferência de um imóvel.

A estrutura criada pela blindagem também permite o não pagamento de impostos sobre o ganho de capital, que costuma ter uma alíquota de, mais ou menos, 15% sobre o valor do imóvel. O imposto sobre o ganho do capital é o valor da diferença entre o valor do imóvel comprado, e o valor do mesmo imóvel quando vendido. Essa diferença, espécie de “lucro” obtido durante a transação, é taxada pela porcentagem acima. Para ilustrar, se a pessoa compra um imóvel por R$ 100 mil e depois o vende por R$ 250 mil, o ganho de capital foi de R$ 150 mil.

Controvérsias

Sidnei Piva, presidente e sócio da ITA (Itapemirim Transportes Aéreos), tentou realizar uma blindagem patrimonial da nova empresa aérea dias antes do seu primeiro voo. A ITA faz parte do Grupo Itapemirim, junto da Viação Itapemirim, antiga empresa de transporte rodoviário que está em processo de recuperação judicial e possui dívidas com funcionários e prestadores de serviços.

Em dezembro de 2021, após menos de seis meses da estreia da ITA, todos os voos da companhia foram suspensos, impactando mais de 100 mil passageiros. A empresa aérea também entrou em recuperação judicial devido a dívidas que somam aproximadamente R$ 180 milhões.

“Alguns acabam tentando usar a blindagem patrimonial como uma ‘rota de fuga’ para os impostos. É algo a se analisar”, explica Richard.

Para o empresário, a blindagem precisa ser feita de forma legal, seguindo todos os trâmites. “Precisamos ter cuidado com a empresa que auxilia na blindagem e como é o processo”, afirma.

Atualmente, no Brasil, a pessoa física chega a pagar 27,5% por mês de impostos sobre os aluguéis, enquanto, na estrutura, esses mesmos impostos caem consideravelmente, baixando pra 11,33%”.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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