Com expectativas incertas sobre redução da Selic, portabilidade de financiamento é boa opção para baratear parcelas

Com expectativas incertas sobre redução da Selic, portabilidade de financiamento é boa opção para baratear parcelas

Método pode ajudar a reduzir prestações em até R$ 1 mil

Apesar da elevada taxa de juros no Brasil e com chances de novos aumentos ainda este ano, conforme indica o próprio presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, o mercado imobiliário segue apresentando possibilidades de baixar os custos de um financiamento. Entre as alternativas, o proprietário com imóvel financiado encontra a chance de fazer a portabilidade de financiamento, movimento onde o adquirente troca de instituição financeira a fim de obter maior economia nas parcelas.

De acordo com Bruno Gama, CEO da Credihome by Loft – principal plataforma de crédito imobiliário do Brasil que visa desburocratizar o financiamento por meio de um processo totalmente digital e com uma assessoria gratuita e completa – mesmo com o atual índice de 13,75% da Selic, a troca de instituição em que o imóvel está financiado é uma ótima alternativa para conseguir economizar e até baixar o montante final pago pelo imóvel.

“O juros no Brasil cresceu de forma acelerada nos últimos 18 meses, saindo de 2% a 13,75% ao ano. Porém, o aumento da Selic não influencia diretamente no financiamento imobiliário, visto que o juros é calculado em cima da poupança + TR. Por isso, é possível que os proprietários consigam economizar por meio da portabilidade de financiamento, ou seja, solicitando a mudança para uma nova instituição que disponibilize melhores taxas e condições de pagamento para seu imóvel”, explica.

Apesar dos benefícios atrelados a essa transição, o Sistema Financeiro de Habitação (SFH), que concentra o maior volume de pedidos aceitos e dinheiro movimentado do segmento imobiliário, registrou uma queda de 90% na portabilidade em junho, em relação ao mesmo mês de 2021.

Ainda de acordo com o especialista, uma das justificativas por trás dessa queda demasiada é o desconhecimento do público diante dos benefícios e baixos riscos vinculados ao movimento. “Dentre as principais vantagens da portabilidade estão as reduções da taxa efetiva de juros, além do aumento do prazo do financiamento. A combinação desses fatores pode gerar, em alguns casos, reduções de até R$ 1 mil nas parcelas e maior tempo de pagamento. Vale dizer ainda que é possível contar com mudanças referentes ao sistema de amortização e de alíquotas de seguros obrigatórios, que também ajudam no barateamento das prestações”, pontua o CEO da Credihome by Loft.

Em contrapartida, a portabilidade acaba também trazendo alguns custos adicionais para o proprietário, principalmente relacionados à operacionalização, de averbação do novo contrato de financiamento e o da atualização de documentos para apresentação ao novo banco. “É imprescindível que a pessoa tenha esse montante em mente para que o resultado final da operação seja realmente positivo para o bolso”, avisa Gama.

Como fazer a portabilidade?

Para conseguir aplicar essa modalidade em seu financiamento, o comprador precisa aprovar crédito no produto portabilidade, que poderá ser tanto para Crédito Imobiliário ou para Empréstimo com Garantia de Imóvel. Após o crédito ser aprovado, será solicitada a documentação padrão para viabilização da contratação. Durante esse processo, será avaliada toda a documentação do proprietário do imóvel, saldo devedor do financiamento com o credor atual e efetuada a avaliação do imóvel, que servirá de base para enquadramento da operação.

As únicas restrições envolvidas nesta movimentação se devem à inadimplência no financiamento vigente ou no mercado, seja diretamente com as instituições financeiras ou apontamentos no SERASA/SPC.

Segundo Bruno Gama, os consumidores que pretendem fazer a portabilidade devem estar bem informados e assessorados para conseguir realmente economizar com o processo. “O tomador deve se atentar ao benefício que esta movimentação lhe oferece, não só para o curto, mas principalmente, para o longo prazo, o que significa que além de reduzir o valor da prestação atual, é importante que calcule o preço final a ser pago. Financiamentos são compostos de juros, amortização e seguros, portanto avaliar o impacto destes itens no longo prazo pode responder se realmente a transação é positiva”, completa.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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