Empresa paranaense incentiva igualdade de gênero na tecnologia

Empresa paranaense incentiva igualdade de gênero na tecnologia

Caminhando na contramão de um estudo recente da Organização das Nações Unidas (ONU), que aponta que nas carreiras de Ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM – sigla em inglês) as mulheres são minoria, na ROIT elas representam 52% do time, formado, ao todo, por 160 colaboradores.

“O falso juízo de que as mulheres não têm o perfil adequado para esse tipo de profissão na mesma correlação que os homens ainda é bastante disseminado. Então, para reverter esse cenário e motivar a expressividade feminina em carreiras tecnológicas, provamos o contrário!”, afirma a responsável pela área de Employee Experience na empresa, Camila Weingartner.

Para romper com esse paradigma, nossa primeira atitude foi a de trabalhar igualdade de gêneros sem separá-los por cotas. “Diferentemente de muitas empresas, as quais vêm assumindo compromissos de aumentar o percentual de mulheres, tanto no quadro geral de funcionários, quanto nos cargos de liderança, oferecendo frações de vagas, a ROIT não age desta forma. Por aqui, tudo acontece naturalmente”, explica Camila. “Deixamos que as vagas sejam ocupadas de acordo com o perfil das pessoas, sem distinção de gênero, raça, opção sexual ou religiosa etc. Não temos parcelas para dividir as pessoas e, também, não acreditamos que isso seja uma necessidade para uma empresa livre de preconceitos como a nossa”.

Segundo ela, por lá, as oportunidades e os benefícios entre homens e mulheres são todos iguais, quebrando, assim, o protótipo da luta pela equidade de gênero no trabalho, que acontece há anos em todo o mundo. Em muitas companhias ainda tem-se um longo caminho a trilhar para dar mais voz – e proveitos – às pessoas do sexo feminino, “na ROIT, não há nenhum tipo de discriminação”.

“Para as mães, há a chance de escolher uma carga horária de trabalho que seja compatível com a vida escolar dos filhos, mas isso também é dado aos pais. Consideramos que seja importante que eles acompanhem as crianças, principalmente nas fases mais tenras… Há, ainda, auxílio-creche e babá, acolhimento no retorno da licença-maternidade, espaço de amamentação na empresa, tudo em prol de quem está por trás da companhia, inovando, criando, recriando contextos e situações para termos excelência em nossos produtos e serviços”.

Um exemplo disso está no retorno da colaboradora da licença-maternidade. Na ROIT há um projeto de acolhimento, tanto pelo time, quanto através do Employee Experience, uma metodologia que coloca a pessoa como centro das atenções e faz com que a empresa canalize energias para promover sua alta performance, com direito à adaptação das atividades e horário acomodatício. “Estas mudanças foram tão significativas que tivemos o retorno de duas colaboradoras que, devido ao nascimento dos filhos, tinham o pedido de desligamento da empresa, mas pediram para retornar para a empresa devido à flexibilidade de trabalho e ao home office também, onde elas agora, conseguem conciliar a maternidade com a vida profissional”, pontua Camila.

Para Lucas Ribeiro, CEO da ROIT, manter uma estratégia de igualdade entre mulheres e homens, com políticas que envolvam a busca pela equidade na quantidade de funcionários, não é uma opção, mas sim um dever dos gestores: “Afinal, tal conformidade é considerada a base para a construção de uma sociedade livre de preconceitos e discriminações”.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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