Vendas de apartamentos novos crescem pelo segundo ano consecutivo em Curitiba
Capital do Paraná está vivendo um bom momento econômico
A mais recente pesquisa da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário no Paraná (Ademi-PR), em parceria com a Brain Inteligência Estratégica, mostra que as vendas de apartamentos novos em Curitiba cresceram pelo segundo ano consecutivo. Igualmente, está em alta o Volume Geral de Vendas (VGV) das unidades residenciais.
O levantamento traz os dados consolidados do primeiro semestre de 2022, em comparação com o mesmo período do ano passado. Nesse sentido, a análise é de que o mercado imobiliário na capital paranaense mantém indicadores positivos, mesmo enfrentando cenário adverso. Ou seja, em contexto ainda de pandemia de covid-19 e de inflação elevada.
“O que o setor tem muito claro é que Curitiba está vivendo um bom momento econômico, estamos caminhando para o pleno emprego na construção civil, a geração de renda aconteceu e a cidade está compradora. Então, o mercado imobiliário ainda pretende fazer bons lançamentos”, analisa o presidente da Ademi-PR, Luiz Gustavo Salvático.
Segundo a pesquisa, nos primeiros seis meses do ano, as vendas de apartamentos novos em Curitiba cresceram 18,4%, em relação a idêntico período de 2021. Assim, foram 3.987 unidades vendidas, ante 3.368 de janeiro e junho do ano passado.
Por sua vez, o VGV para unidades residenciais alcançou R$ 2,28 bilhões no acumulado do primeiro semestre de 2022. Isto é, um incremento de 28% em relação ao acumulado em igual período de 2021, quando chegou a R$ 1,78 bilhão.
“O mercado imobiliário continua comprador. As pessoas guardaram dinheiro, capitalizaram-se durante a pandemia e hoje têm acesso à compra do imóvel de uma forma muito mais saudável”, avalia o presidente da Ademi-PR.
Resiliência
Para Salvático, “resiliência” é a melhor palavra para definir como o mercado imobiliário atravessa a atual conjuntura. “É o segundo ano consecutivo com crescimento nas vendas de imóveis residenciais em Curitiba”, reitera. “O mercado manteve-se resiliente à pandemia de covid-19 e mantém a mesma resiliência no pós-pandemia, mesmo com a disparada da inflação.”
Em contrapartida, há um fator que preocupa: a falta de mão de obra na construção civil. Principalmente, porque o número de alvarás residenciais liberados segue em ascensão. Dessa forma, mais obras vão demandar mais contratações.
Alvarás
No acumulado em 12 meses (de junho de 2021 a junho de 2022), o número de alvarás liberados soma 27.688 unidades. É o terceiro maior número de toda série histórica de acumulados em junho de um ano, desde 2008.
Por outro lado, na comparação primeiro semestre de 2022 sobre mesmo período do ano passado, há uma ligeira queda no total de alvarás liberados, da ordem de -2,1%. Afinal, foram 8.971 de janeiro a junho deste ano, enquanto entre os mesmos meses de 2021 foram 9.164. Ainda assim, o resultado do primeiro semestre deste ano é o segundo melhor desde 2014.


