Casais gastam 12,6% do orçamento conjunto com apps de comida, transporte e streaming

Casais gastam 12,6% do orçamento conjunto com apps de comida, transporte e streaming

Levantamento reforça importância de dividir os gastos em tempo real e com transparência

Aplicativos como Netflix, iFood e Uber já têm peso relevante no orçamento dos brasileiros, principalmente entre casais ou pessoas que dividem despesas. É o que revela levantamento da fintech Noh, primeira carteira compartilhada do mercado para compras em casal ou grupos de até 10 pessoas.

Estudo inédito aponta que, de junho a agosto deste ano, 12,63% do orçamento conjunto de casais foi gasto com aplicativos de entrega de comida, transporte de passageiros e serviços de streaming.

Em um momento de inflação elevada, os dados reforçam o diagnóstico da Noh sobre as despesas compartilhadas: casais, famílias ou grupos de amigos já dividem diariamente os mais variados gastos e, mesmo com inovações como o Pix, ainda carecem de opções para automatizar essa divisão e trazer mais transparência e controle do orçamento.

“Quase 13% do orçamento conjunto é gasto com esse tipo de serviço. Supondo uma divisão meio a meio, significa que 6,5% de toda a sua renda pode ficar comprometida se a divisão não for feita na hora e com transparência”, afirma Ana Zucato, CEO da Noh.

Os apps de delivery são os mais utilizados e respondem por 8,14% do orçamento compartilhado dos usuários da Noh, com um ticket médio de R$ 73, aponta o estudo. Na sequência aparecem os apps de transporte, que representam 3,65% dos gastos coletivos, com ticket médio de R$ 33.

Por fim, os serviços de streaming são 0,83% do total de gastos, com desembolso médio de R$ 29 – mesmo com menor representatividade, são despesas frequentes, em geral de periodicidade mensal.

Por que isso importa? 

Considerando todos os tipos de despesas, as famílias brasileiras chegam a compartilhar 85% do orçamento, segundo dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) do IBGE.

Dados do IBGE mostram ainda que a inflação também chegou aos aplicativos de transporte e streaming – mais um indicativo da importância de fazer o rateio corretamente e com transparência.

O preço médio de corridas por transporte por aplicativo acumula alta de 43,8% nos últimos 12 meses até agosto, segundo o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). Na mesma comparação, os serviços de streaming sobem 13,3%%.

Serviços mais populares 

Entre os aplicativos de streaming, Netflix, HBOMax e Spotify são os mais populares entre os usuários da Noh, aponta o estudo.

No delivery de comida, o iFood responde por 74% das transações e o Rappi, por 21% – o restante está diluído entre outros apps. Em relação aos aplicativos de transporte, a Uber tem 59% da representação, o Turbi, 33%, enquanto o app da 99 fica com apenas 0,5%.

Como dividir os gastos 

A Noh permite o rateio automático desses gastos por meio de transações com Pix, boleto e o cartão compartilhado pré-pago. Os usuários podem escolher a proporção desejada (50%/50%, 60%/40% ou qualquer outra opção) e este percentual pode ser alterado a cada compra – incluindo despesas passadas.

O cartão compartilhado da Noh, o primeiro do mercado, foi lançado em junho e já é o preferido dos usuários do aplicativo. Ao realizar uma só transação com o cartão, na versão física ou virtual, uma ou mais pessoas já são debitadas na mesma hora e na proporção escolhida. O mesmo mecanismo vale para pagamentos realizados dentro do app por meio de Pix ou boleto.

Desde agosto, a Noh permite grupos para compartilhar despesas com até 10 pessoas. Antes, o app permitia grupos para duas pessoas, especialmente para casais ou pessoas que moram juntas.

Sobre o levantamento

A Noh lançou seu aplicativo nas lojas em abril de 2022 e já conta com mais de 10 mil downloads. Para o levantamento, foram consideradas 16 mil transações realizadas no app desde junho.

O estudo mostra gastos reais realizados pelos usuários – é mais preciso, portanto, do que pesquisas feitas por amostragem ou com informações declaradas pelos entrevistados.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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