Quer trabalhar no exterior? Veja as palavras em inglês que os candidatos mais erram em seus currículos

Quer trabalhar no exterior? Veja as palavras em inglês que os candidatos mais erram em seus currículos

Uma grafia incorreta pode ser o divisor entre a tão sonhada oportunidade de emprego no exterior ou outro e-mail de reprovação. É o que indica uma pesquisa da Preply, que analisou currículos (CVs) do Reino Unido e Estados Unidos (EUA) publicados nos últimos seis meses no portal Indeed. O estudo identificou que algumas das palavras mais atraentes para os candidatos também integram o ranking das mais difíceis de escrever.

Fonte:  Preply/2022

As palavras “experienced” e “responsible” não são incomuns nos CVs em inglês, mas algumas vezes os candidatos pedem uma ajudinha ao Google para soletrá-las corretamente.

A palavra que mais confundiu os usuários foi “experiente”. Pelo menos 2,4 mil pessoas pesquisaram no Google como escrevê-la. Em inglês, a grafia certa seria “experienced”, porém muitas pessoas substituem a letra “e” de “enced” pelo “a”, formando “experianced”. O termo apareceu quase 2 milhões de vezes nos currículos estrangeiros.

 

Outros deslizes comuns incluem omitir uma letra que deveria ser escrita duas vezes como “cc” ou “ss” e substituir uma letra por outra de som similar como trocar o “e” pelo “i” ou o “i” pelo “a”. No ranking dos termos mais difíceis de soletrar, “successful”, “counselled” e “professional” completam o top 5, devido às suas letras duplas consecutivas.

 

Palavras com escrita diferente no inglês americano e britânico também confundiram os candidatos como “behaviour” e “judgement”, que traduzidas para o português significam “comportamento” e “julgamento”. Suas grafias corretas foram buscadas mais de 1,3 mil vezes.

 

O próprio acrônimo “curriculum vitae” não deu sossego para os que pleiteiam uma vaga no exterior. As pessoas buscaram como soletrá-lo corretamente pelo menos 600 vezes no Google.

 

No total, a grafia correta de 15 das palavras mais utilizadas nos CVs foi procurada pelo menos 16,6 mil vezes no buscador.

 

Ranking das habilidades mais citadas nos currículos:

Fonte:  Preply/2022

Traços sociais e “amigáveis” são destaque nos termos que os candidatos usam para encantar seus recrutadores. Dentre as 20 palavras mais utilizadas nos currículos, os usuários escreveram “friendly”, “enthusiastic” e “team player” cerca de 4 milhões de vezes. Nos Estados Unidos, a palavra “responsible” que significa responsável, ficou em primeiro lugar, com mais de 5,3 milhões de menções.

Já no Reino Unido, o destaque ficou com o termo “Skilled” (2,18 milhões), que quer dizer qualificado em português. Segundo a Preply, mais de 20 mil candidatos a emprego no país afirmaram ter um “bom senso de humor” em seus currículos. Nos EUA, apenas 4 mil destacaram esta qualidade.

“Para passar uma boa impressão no currículo, sobretudo sendo estrangeiro, o domínio do idioma é imprescindível”, explica Yolanda Del Peso, especialista em Outreach da Preply, “Para isso, é importante evitar adjetivos desnecessários e não usar pronomes pessoais como “eu” e “nós”, pois essa informação já está implícita. Isso deixa o texto mais profissional e conciso, além de evitar repetições”.

O melhor caminho para não errar, segundo Del Peso, é começar as frases do currículo com verbos de ação, se atentar aos termos específicos e mais valorizados na sua área de atuação, mas sem incluir adjetivos ou advérbios desnecessários. Assim, a informação mais importante fica no início e com uma palavra que demonstra iniciativa sem auto bajulação.

“Frases escritas no anúncio de emprego, como o nome exato das habilidades que os recrutadores procuram, estando no currículo, dão mais chances de sucesso ao candidato”, garante a especialista.

Ela indica, também, que os candidatos incluam evidências de suas conquistas e competências no documento, a fim de dar veracidade às qualidades que descreverem. Links de trabalhos realizados ou números de resultados alcançados são bons exemplos.

Como dica final, Del Peso orienta sempre revisar cada versão do currículo pelo menos duas vezes e pedir para um colega checar no final. “Pode parecer trabalhoso, mas um erro gramatical pode ser a diferença entre o sucesso e o fracasso. É um esforço que vale a pena quando a ligação de aprovação chega”, incentiva.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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