Como vender a sua ideia de negócio?

Como vender a sua ideia de negócio?

Investidor anjo dá dicas para fazer a ideia se tornar interessante para investidores

Ter novas ideias é fácil. Elas surgem a todo momento, para todas as pessoas, de todas as horas. Provavelmente você já ouviu várias pessoas dizerem que tem uma ideia para um aplicativo melhor que a Uber, ou uma empresa com a logística melhor que o iFood, por exemplo, certo?

Para Jonathas Freitas, empresário e investidor anjo que já participou da fundação de mais de 40 startups de tecnologia que se tornaram reconhecidas nacional e internacionalmente, a grande diferença não está em ter ideias e sim, na capacidade de conseguir executar o projeto, tornar seu produto ou serviço interessante, rentável e passível de ser comprado por investidores.

“Qualquer pessoa pode ter uma ideia que vai mudar o mundo. Mas são poucas aquelas que conseguem tirar essa ideia do campo da mente e torná-la palpável, interessante e disponível para ser colocada em prática. Essa é a grande diferença entre um empreendedor com potencial e um que não consegue se desenvolver”, explica o especialista que é considerado uma das pessoas mais importantes da tecnologia nos dias de hoje. “Qualquer investidor, antes de aportar na ideia, acredita na pessoa por trás dela. A pessoa vale muito mais que a ideia”, completa.

De fato, para se ter ideias basta pensar um pouquinho fora da caixa ou se deparar com uma situação diferente na rotina. Mas, para fazer um investidor se apaixonar a ponto de investir o próprio dinheiro nela, é preciso suar a camisa. Por isso, Freitas compartilha algumas de suas dicas do que o fazem se interessar pelo negócio antes do primeiro investimento, veja:

Conhecimento de mercado e de clientes

Ao ter uma grande ideia, o empreendedor precisa se aprofundar no mercado em que pretende se inserir e nos clientes que se beneficiarão da solução. Só assim, é possível saber se o negócio será rentável a longo prazo. “Muitos empreendedores têm ideias mirabolantes mas não tem noção de como é o mercado ou como são os clientes. Assim, a ideia não se torna palpável, não existem formas de tirá-la do papel se não se tem conhecimento de mercado e de clientes”, explica Jonathas.

Ideia não conseguiu “ser morta”

Ter reforço positivo é fácil. Apesar disso, um bom empresário precisa encontrar formas de falsear e matar a sua ideia, para verificar se ela realmente é capaz de sobreviver e se ela tem um diferencial competitivo no mercado atual. Na fase de concepção e planejamento, é imprescindível encontrar pontos que podem destruir a ideia e encontrar formas de solucionar essas fraquezas, inclusive na parte de regulamentação e seus possíveis problemas legais.

Simplicidade

Boas ideias são ideias simples. Se precisa ficar explicando, tirando muitas dúvidas, quebrando muitas objeções, ainda é necessário planejar e simplificar mais. “Evite colocar muitas regras, muitas informações e muitas barreiras logo de entrada. O cliente gosta de soluções fáceis de entender”, diz o empresário.

Paixão do empreendedor

Um investidor, antes de aportar na ideia, investe no perfil do empreendedor, afinal, uma pessoa que é capaz de ter uma boa ideia é tirá-la do papel, é capaz de outras coisas grandiosas.  A paixão pelo negócio como se o mundo dependesse daquela ideia é crucial para o bom andamento, afinal, é como diz o ditado “é o olho do dono que engorda o gado”, mas eu complemento, que se você consegue criar algo que o mercado precisa muito, “você vai ter uma ração de qualidade” dessa forma, empresário e empresa viram a combinação perfeita para tracionar no mercado.

Diferencial competitivo

Toda ideia tem um diferencial competitivo quando comparada aos concorrentes. Se antes, o atendimento humanizado ao cliente era um diferencial, por exemplo, hoje, ele é um aspecto mínimo, uma obrigação. Os clientes e os mercados mudam, por isso, os diferenciais precisam estar cada vez melhores e mais competitivos. “Um empresário que está sempre pensando em inovações dentro do próprio negócio e da própria ideia, com certeza brilha meus olhos. Sei que seu negócio nunca ficará estagnado, parado no tempo”, finaliza Jonathas.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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