Índice de Incerteza na Economia cai após eleições

Índice de Incerteza na Economia cai após eleições

Indicador chegou ao menor patamar desde setembro de 2019

O Índice TC de Incerteza Geral da Economia chegou ao menor patamar desde setembro de 2019, após as eleições do último domingo (30). Em queda desde julho de 2022, quando fechou aos 152,09 pontos, o índice alcançou 98,32 pontos em outubro deste ano, ao final do segundo turno de votação.

Os dados divulgados pelo TC Economatica mostram que, conforme a incerteza cai, a atividade econômica e a bolsa de valores tendem a subir.

“A melhora no cenário de incerteza pode ser explicada por uma melhor previsibilidade na economia brasileira, reflexo de alguns fatores como o Produto Interno Bruto (PIB) variando mais que o esperado para 2022, a queda na taxa de desemprego e a redução da taxa de inflação”, explica o diretor operacional da Economatica e diretor educacional do TC, Felipe Pontes.

Em conjunto, esses fatores podem antecipar uma melhora no cenário econômico para 2023, segundo Pontes: “Se o cenário de incerteza continuar melhorando, podemos pensar em um encerramento definitivo do ciclo de alta de juros pelo Comitê de Política Monetária (Copom) e, com uma queda acentuada na incerteza, consequentemente uma antecipação do ciclo de quedas na taxa Selic, que hoje está em 13,75%”.

Incerteza no Brasil em 2022

O investidor brasileiro é acostumado com processos eleitorais conturbados e muita volatilidade, mas não gosta de incerteza – como qualquer outro investidor. Em 2022, diversos pontos foram motivos de incerteza, levando à alta do índice até julho.

Entre as dúvidas que demoraram a ser respondidas, havia a candidatura ou não de Luiz Inácio Lula da Silva, se Jair Bolsonaro aceitaria ou não o resultado, os planos para a economia do petista, se o teto dos gastos seria derrubado, além de questões sobre a inflação brasileira ter uma grande elevação e queda forte ou não do PIB neste ano.

“À medida que o tempo passava, algumas coisas foram ficando mais claras e a incerteza sobre a economia do Brasil foi se reduzindo. Agora após as eleições, já vemos o nível de incerteza caindo de 98,32 em 31/10, para 94,99 no dia 02/11 – uma queda de mais de 3%”, completa Pontes.

Apesar do número positivo, a formação da equipe de ministros do presidente eleito Lula poderá trazer um novo ciclo de aumento de incertezas, “caso as escolhas sejam feitas de forma puramente política, desconsiderando fatores técnicos e desalinhados com uma boa política de responsabilidade fiscal – em especial com relação à escolha do Ministro da Economia, ou da Fazenda”.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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