5 comportamentos tóxicos que devem ser evitados no ambiente de trabalho

5 comportamentos tóxicos que devem ser evitados no ambiente de trabalho

Você sabe o que é cultura organizacional tóxica? O termo se refere a diversos comportamentos inadequados entre os times e suas lideranças, onde os colaboradores são cobrados de forma excessiva, muitas vezes sentindo-se desrespeitados e desmotivados, por não verem seu esforço ser reconhecido.

Uma pesquisa recente do MIT  aponta que a principal motivação para a “Grande Renúncia” (Great Resignation) – nome dado ao fenômeno observado desde o início da pandemia da covid-19, sobretudo nos Estados Unidos, onde um número recorde de pessoas deixou voluntariamente seus empregos- é a cultura tóxica nas grandes empresas. Mesmo com remunerações atrativas, colaboradores acabam preferindo deixar seus empregos, pois os salários e benefícios não são o suficiente para mantê-los em uma empresa. Inicialmente, se pensou que fosse um movimento momentâneo, que iria durar alguns meses, no começo da pandemia, mas percebeu-se que esse movimento está se perpetuando além do tempo previsto por especialistas.

De acordo com a autora best-seller Tonia Casarin – que acaba de lançar o livro  “Liderança Exponencial” – no qual aborda as principais características do líder do futuro – o comportamento negativo pode afetar o desempenho do time. “Um ambiente tóxico pode trazer diversos malefícios à saúde física e mental, é dever do líder criar um lugar seguro para todos dentro da empresa”, comenta a especialista.

Para Tonia, no período em que vivemos atualmente, “esse tipo de comportamento corporativo ainda existe mas não com a mesma intensidade, pois as novas gerações, ao ingressarem no mercado de trabalho, tendem a não aceitar esse tipo de situação”,  o que deu espaço para o movimento “Grande Renúncia”.

O que motiva a cultura tóxica?

A cultura tóxica começa quando o clima organizacional sai do controle dos líderes, se iniciando um ambiente de desconfiança entre a equipe e os líderes.  “Pense em um local de trabalho: as pessoas que estão ali reunidas possuem personalidades e histórias de vida diferentes, e precisam trabalhar juntas em prol de um mesmo objetivo”, analisa a autora.

Sendo assim, só existe uma maneira de conseguir uni-las como um time: reforçando a confiança entre todas. “Elas precisam confiar em seus pares, líderes e, por fim, na organização como um todo, para que se vejam como parte da equipe no longo prazo”, acrescenta Tonia.

Pensando nisso, Tonia listou alguns comportamentos tóxicos comuns a serem evitados no ambiente de trabalho:

  • Danos não compartilhados: Quando os colaboradores precisam lidar com problemas e altas demandas, sem a colaboração da liderança.
  • Feedbacks negativos em ambientes com outros integrantes da equipe: Ou seja, o ambiente ideal para um retorno sobre os resultados de cada colaborador deve ser seguro, para que ele se sinta confortável.
  • Competição de forma excessiva: Incentivar disputas entre os colaboradores de forma saudável pode gerar bons resultados, porém, é necessário um limite para que não gere conflitos entre a equipe.
  • Falta de reconhecimento: Quando os colaboradores são cobrados, muitas vezes de forma incorreta e excessiva, mas não recebem reconhecimento pelo resultado, o que acaba gerando a desmotivação.
  • Fofocas e comentários não apropriados: Situações como essas costumam se naturalizar em ambientes tóxicos, causando intrigas e conflitos entre líderes e funcionários.

E o que deve ser feito para criar um bom clima organizacional?

Investir na conexão entre líderes e equipes

Para a autora, as empresas e, consequentemente, os líderes precisam se adequar para enxergar os colaboradores além do papel profissional, como seres integrais que precisam ser ouvidos e estar bem consigo e com seus pares. “O bem-estar e o estar confortável em seu papel é positivo para todo mundo”, aconselha a autora.

Transmitir confiança e segurança

Colaboradores precisam se sentir seguros no ambiente de trabalho, podendo expor suas opiniões, erros e acertos como profissionais, sabendo que não receberão julgamentos baseados apenas em resultados.

A autora diz que, nesses momentos de construção de confiança da equipe, é preciso trazer segurança psicológica, para criar um ambiente seguro, onde se possa assumir riscos sem grandes traumas. “Sempre devemos trazer elogios, feedbacks e mostrar os resultados, mesmo que ruins, em reuniões, apresentar exemplos. Claro que tudo isso de forma adequada, pensando no bem estar do time, para que não cause constrangimentos na equipe”, alerta a autora.

Promover diversidade, equidade e inclusão

Outra iniciativa positiva é criar programas de diversidade, nos quais os colaboradores possam se sentir representados em meio à equipe, dessa forma valorizando as diferenças e criando um ambiente harmonioso e inclusivo.

“Pertencer a uma equipe vai muito além de somente fazer parte de um coletivo que realiza funções profissionais. Sentir-se de fato incluído, representado e valorizado de forma legítima, faz toda diferença no ambiente profissional”, finaliza Tonia.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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