Brasileiros gastaram mais com compras no mercado em 2022

Brasileiros gastaram mais com compras no mercado em 2022

Produtos que mais elevaram o valor da cesta básica foram batata, cebola, queijo mussarela, farinha de mandioca, refrigerante e farinha de trigo

Segundo pesquisa divulgada pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras), o consumo nos lares brasileiros subiu 3,89%, em 2022 comparado ao ano anterior. O indicador de gastos com o carrinho de mercado desconta o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que encerrou o ano acumulado em 5,79%, conforme medição do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Ainda de acordo com a ABRAS, o resultado superou as projeções para o ano, estimadas entre 3% e 3,30%.

Os vilões da cesta básica do brasileiro, com 35 produtos de largo consumo (alimentos, bebidas, carnes, produtos de limpeza, itens de higiene e beleza) , em dezembro ante novembro, o preço médio ficou em R$ 317,56. As principais quedas foram puxadas por leite longa vida (-3,83%), carne (-0,71%), queijo (0,39%), café moído (-0,31%).

Dentre os alimentos que mais pressionaram o preço da cesta de alimentos no ano os destaques são batata (+56,89), cebola (+51,10%), queijo mussarela (+48,05%), farinha de mandioca (+43,34%), refrigerante (+35,66%), farinha de trigo (+33,98%).

Em dezembro, os itens que apresentaram maior aumento nas Centrais de Abastecimento (Ceasa) foram a batata inglesa (57,7%) e a cebola (86,5%). Esta e outras informações foram divulgadas no 12º Boletim Prohort, publicado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Conforme análise conjuntural dos especialistas, o aumento do tubérculo aconteceu em razão da transição da safra de inverno (seca), para o verão (águas), que resulta sempre em aumento de preço. Da mesma forma, para a cebola o movimento ascendente de preço era esperado pela pressão que a alternância de safra exerce sobre os preços.

Segundo Fabio Pizzamiglio, diretor da Efficienza, empresa especializada no comércio exterior, os dados apresentados indicam uma tendência de aumento no consumo de bens de consumo no mercado interno brasileiro. “Além disso, é possível observar o impacto da transição de safra na variação de preços de determinados produtos, como batata e cebola. É importante destacar que essa variação de preços pode ser influenciada também pela dependência de importação de alguns produtos e pela volatilidade dos preços dos insumos no mercado internacional”, explica o executivo.

No sentido contrário, a carne bovina registrou deflação no acumulado do ano e encerrou o período em queda de 4,77% para os cortes dianteiro e de 3,96% para traseiro. Outras variações negativas foram registradas no biscoito cream cracker (-8,03%), leite longa vida (-4,83%), açúcar refinado (-4,55%), óleo de soja (-4,41%).

Em relação à carne bovina, aproveitando a boa maré do mercado mundial, principalmente do mercado chinês que representou mais da metade das vendas, tanto nos preços (60,9%) como nos volumes (53,3%), o Brasil obteve uma receita de US$ 13,091 bilhões no ano passado e movimentou 2.344.736 toneladas.

“A demanda crescente dos mercados internacionais, especialmente da China, tem impulsionado as vendas de carne bovina brasileira e resultado em receitas expressivas para o país. Além disso, é importante destacar que a carne bovina brasileira é reconhecida internacionalmente pela sua qualidade e segurança alimentar, o que tem contribuído para aumentar a competitividade das exportações brasileiras no mercado mundial”, afirma Pizzamiglio.

Na categoria de higiene e beleza, os produtos com maior variação nos preços foram: sabonete (+27,15%), papel higiênico (+19,07%), creme dental (+15,06%), xampu (+14,72). Na cesta de limpeza, as maiores variações foram puxadas por sabão em pó (+28,93%), detergente líquido para louças (+18,10%) e desinfetante (+13,32%).

Na análise regional, a menor variação no acumulado do ano foi registrada na Região Nordeste (+6,53%), seguida pelo Norte (+8,25%), Sul (+9,12%), Centro-Oeste (+9,48%), Sudeste (12,56%). Quanto ao preço médio, a Região Sul registrou em dezembro a cesta mais cara do país (R$ 843,36), seguida pelo Norte (R$ 832,62), Sudeste (R$ 760,26), Centro-Oeste (R$ 703,47) e Nordeste (R$ 684,51).

Para Pizzamiglio, é importante continuar investindo em tecnologias e melhorias na cadeia produtiva para manter a qualidade e aumentar a eficiência, e seguir diversificando os mercados exportadores.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 52 anos na área de jornalismo, sendo 50 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Há 25 anos é professora titular do curso de Jornalismo da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 19 anos de blog, mais de 50 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 21 prêmios, com destaque para Embrapa Floresta (Menção Honrosa em 2025); VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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