Quanto custa realmente ter um carro?

Quanto custa realmente ter um carro?

Seguro, combustível, impostos, manutenção e depreciação estão entre os gastos que precisam entrar no planejamento de quem pretende comprar um veículo

Comprar um carro envolve uma conta que vai muito além do preço anunciado. Embora o valor da parcela seja um dos primeiros critérios considerados por quem precisa financiar o veículo, as despesas para mantê-lo também precisam entrar no planejamento. Combustível, seguro, IPVA, manutenção, pneus e depreciação são fatores que influenciam o custo real da aquisição e podem fazer diferença significativa no orçamento ao longo do ano.

“O valor da parcela costuma ter um peso importante na decisão de compra, porque representa um dos principais compromissos financeiros de quem financia um veículo. Mas é fundamental olhar para o custo como um todo, considerando também as despesas do dia a dia e aquelas que aparecem ao longo do ano. Essa análise ajuda o consumidor a escolher um carro que realmente caiba no bolso”, explica Jefferson Rocha, CEO do SóCarrão.

A importância da parcela na decisão de compra também se reflete nos hábitos de pesquisa dos consumidores. No mercado automotivo, considerar quanto se pode pagar por mês é uma forma de delimitar as opções antes mesmo de escolher o modelo. No SóCarrão, essa busca pode ser feita a partir do valor disponível para a entrada, de uma faixa de parcelas desejada e do prazo de financiamento, permitindo ao consumidor pesquisar veículos de acordo com suas condições de pagamento.

Os demais custos que entram na conta

O CEO do Só Carrão explica que após a definição do modelo, o próximo passo é separar os gastos fixos, os variáveis e aqueles que aparecem em períodos específicos. Essa organização permite estimar quanto será necessário reservar mensalmente para manter o veículo.

Financiamento: além do valor da parcela, é importante considerar a entrada, o prazo do contrato, a taxa de juros e o Custo Efetivo Total (CET). Quanto maior o prazo, maior pode ser o custo final da aquisição, dependendo das condições contratadas.

Seguro: o preço varia conforme o modelo, o perfil do condutor, a região de circulação, o local de estacionamento e as coberturas contratadas. Por isso, vale solicitar cotações antes de fechar a compra.

Combustível: o gasto depende da quilometragem percorrida, do consumo do veículo e do preço praticado na região. Estimar o uso mensal ajuda a transformar essa despesa em uma previsão mais realista.

IPVA e licenciamento: são despesas periódicas que precisam entrar no planejamento anual. O valor do imposto depende das regras estaduais, da alíquota aplicável e do valor venal do automóvel.

Manutenção e pneus: revisões preventivas, troca de óleo, filtros, freios e pneus fazem parte da rotina de utilização. Nos veículos usados, uma avaliação prévia das condições mecânicas pode ajudar a antecipar despesas e reduzir o risco de surpresas.

Depreciação: mesmo quando não há desembolso mensal, o carro pode perder valor de mercado com o passar do tempo. Modelo, idade, quilometragem, conservação e condições do mercado influenciam essa variação.

Como planejar a compra sem comprometer o orçamento

“Para evitar que o carro se transforme em uma fonte de desequilíbrio financeiro, a recomendação é calcular os gastos antes de escolher o modelo. Uma estratégia é somar as despesas anuais previsíveis e dividir o resultado por 12, criando uma reserva mensal para impostos, revisões, pneus e outros custos periódicos”, afirma Rocha.

Também é importante comparar veículos de diferentes categorias e anos de fabricação. Dois modelos com preços de compra semelhantes podem ter diferenças relevantes no consumo de combustível, no valor do seguro e na disponibilidade de peças.

“Pesquisar e comparar opções é fundamental, mas a decisão precisa considerar a realidade financeira de cada pessoa. Além de avaliar o preço de compra e as condições de financiamento, o consumidor deve estimar quanto gastará para manter o veículo e verificar se o valor total cabe no orçamento. Entender o custo total permite comparar alternativas com mais critério e reduzir o risco de assumir um compromisso financeiro maior do que o previsto”, finaliza o especialista.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 52 anos na área de jornalismo, sendo 50 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Há 25 anos é professora titular do curso de Jornalismo da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 19 anos de blog, mais de 50 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 21 prêmios, com destaque para Embrapa Floresta (Menção Honrosa em 2025); VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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