Busca por motoristas profissionais é foco das transportadoras em 2023

Busca por motoristas profissionais é foco das transportadoras em 2023

Um dos desafios que as transportadoras estão enfrentando no transporte rodoviário de cargas (TRC) é a falta de motoristas profissionais. Segundo a Pesquisa CNT Perfil Empresarial, em 2021, cerca de 60% das empresas que participaram da entrevista contêm até 49 motoristas em seu quadro de funcionários, porém entendem que poderiam ter mais se não fossem as dificuldades na contratação.

A pesquisa ainda aponta que 77% das empresas apresentam dificuldades na contratação de profissionais experientes com treinamento ou capacitação específicos para atuarem no TRC, impactando assim a logística como um todo.

Franco Gonçalves, jovem empresário, membro da Comissão de Jovens Empresários e Executivos (COMJOVEM) do Sul de Santa Catarina e gerente administrativo da TKE Logística, salienta a dificuldade envolvida nessa questão: “Como observamos em diversos setores, existe uma falta de profissionais no mercado. Nos últimos anos, vimos crescer a demanda por bons profissionais especializados para suprir os mercados que demandam o atendimento por caminhões. No entanto, não há entrantes suficientes na profissão”.

Esse parâmetro é decorrente de diversos fatores que compõem o transporte rodoviário de cargas, inclusive o desinteresse das novas gerações, que não deslumbram uma carreira promissora na profissão, acarretando ainda mais na falta de encontrar bons motoristas.

Franco detalha outros fatores que levam a juventude a não entrar na área: “Temos uma dificuldade no acesso à profissão por burocracia e altos custos para tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Além disso, alguns fatores inviabilizam muitas vezes a nossa renovação e agregação no quadro de funcionários, incluindo os altos riscos e dificuldades nas estradas e as exigências crescentes considerando o processo de profissionalização do setor, como atendimento à legislação de horários, procedimentos em viagem, conhecimento para operacionalizar veículos, aplicativos de exames e psicotécnicos mais exigentes”, descreve o executivo.

Em uma possível mudança de cenário para aliviar os desafios que rodeiam o segmento diariamente, as empresas de transporte vêm buscando alternativas para estruturar melhor o seu relacionamento com esses profissionais para que sintam mais confiança em uma carreira sólida como motorista profissional.

Franco relata que a TKE Logística costuma sempre estar muito próxima de seus colaboradores, visando entender as necessidades e promover soluções para que suas atividades sejam feitas de formas mais tranquilas.

“Temos, há muitos anos, o costume de apoiar os motoristas no aprendizado da profissão. Se o profissional passa em nosso processo seletivo, demonstrando interesse e proatividade em aprender, instruímos desde como realizar uma manutenção básica, para não ‘ficarem na estrada’ por algo simples, até como realizar uma direção mais segura e econômica. Além disso, escutamos cada um para entender e ajudar nos maiores gargalos que eles identificam”, pondera o gerente.

Ainda que esse movimento seja benéfico para que a juventude possa estar atenta e possibilitar a entrada nesse meio, muito se fala em remuneração maior por parte das organizações que fazem parte desse nicho. Porém, segundo a plataforma Dissídio, o reajuste salarial já para esse ano ficou em 8,20%, ou seja, há um aumento de valores para o quadro de ocupação.

Para Franco, o problema não está somente na remuneração, que por parte das empresas vem continuamente buscando atender os pedidos, levando em consideração que o setor proporciona valores monetários maior que 90% que outras profissões. Para ele, o que falta é uma estrutura melhor do país que traga mais conforto e segurança para os motoristas pelas estradas.

“Nosso setor vem ano a ano passando por diversas modificações e desafios, e temos corrido atrás para nos adequar e evoluir com o setor. Temos ainda problemas estruturais nas malhas brasileiras, com estradas sobrecarregadas ou em situações precárias, postos e pontos de paradas sem adequação para receber esses profissionais, além de roubo, violência e furtos. É necessário que os governantes fiscais e os agentes de segurança olhem para nós, mas sei que não será fácil e nem prático”, finaliza o executivo.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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