Digitalização no foodservice: Conheça os desafios e as vantagens dessa prática

Digitalização no foodservice: Conheça os desafios e as vantagens dessa prática

Especialista elenca principais pontos de atenção para o ecossistema

Com a crescente retomada no setor de alimentos e bebidas, é possível notar que algumas mudanças estão sendo impulsionadas pelo comportamento dos consumidores. Segundo dados da pesquisa ‘Alimentação hoje: a visão do consumidor’, realizada pela Galunion, 15% das pessoas saem para comer em restaurantes, padarias e lanchonetes próximas quando estão no trabalho, 13% escolhem retirar a comida pronta nesses estabelecimentos, enquanto 12% optam pelo delivery. O encontro social é o principal fator motivador para essas saídas (64%), mas produtos inovadores também são indicadores relevantes.

Para promover e ampliar a experiência, é preciso contar com a digitalização. E acredite, 65% das empresas do segmento têm pouca capacidade digital. É o que revela um estudo do Instituto Foodservice Brasil (IFB) em parceria com a consultoria Cognitive Media Science, o qual aponta que 74% do setor investirá pouco em transformação digital ou nem sabe quanto vai investir. Em contraponto, dados de uma pesquisa Fispal Food Service dão conta de que 75,5% dos operadores de foodservice no Brasil acreditam, em algum nível, que precisam de mais tecnologia em seus empreendimentos, enquanto 48,6% classificam que recursos tecnológicos e digitais estão presentes em seus negócios.

Além desses números, há um fato importante: empresas menos maduras digitalmente tendem a perder 24% dos lucros. “Ou seja, a transformação digital é de suma importância para que o ecossistema de foodservice se mantenha atual, competitivo e em franco crescimento. Uma questão que os operadores precisam se dar conta é de que tal digitalização vai além do delivery. Contam com um processo de compra por aplicativo é apenas uma das possibilidades existentes para potencializar o alcance tecnológico do negócio. Existem outros exemplos, como o abastecimento, a logística e gestão de estoque”, comenta João Alfredo Pimentel, fundador da 6place – plataforma digital de abastecimento para o foodservice.

Com clientes cada vez mais exigentes e preocupados com a experiência, hospitalidade, qualidade e sustentabilidade, o uso da tecnologia se faz cada vez mais inerente às estruturas do negócio. Mas, como toda mudança tecnológica já vista no mercado digital, existem as vantagens e também os desafios. Para ilustrar, Pimentel lista três indicadores para cada cenário, confira abaixo.

Vantagens:

1. Agilidade e redução de custos: Com a otimização dos processos com base em recursos de dados, tarefas que tinham um tempo maior para execução, proporcionam tempo reduzido para contagem de dados quando se trata de logística e abastecimento.

2. Melhora da comunicação com o público-alvo: Uma vez que o processo de digitalização visa melhoria na organização, isso reflete no atendimento. Através  de aplicativos e tablets, a comunicação passa a ser mais direta, reduzindo o tempo de espera e delay na comunicação com o cliente.

3. Novas perspectivas: Assim como todo bom uso das ferramentas que apresentam boa usabilidade, a digitalização traz novas possibilidades para criar boas estruturas que visam a continuidade da empresa no mercado e bom faturamento.

Desafios:

1. Foco na otimização de processos: Focar apenas na implementação das novas ferramentas pode ser um erro se a solução não estiver em consonância com os interesses dos seus clientes. Ouví-los é importante para adequar as necessidades ao seu modelo de negócio e, assim, manter a saúde financeira da empresa.

2. Personalização: Como cada estabelecimento pode funcionar de maneiras diferentes, é fundamental estudar como a ferramenta de digitalização se aplica no seu ambiente. Às vezes, investir em uma determinada solução só porque a maioria das empresas estão utilizando, pode não ser a alternativa mais correta. O mais interessante é explorar as adaptações que farão sentido para o seu tipo de operação.

3. Processos: É inválido pensar que as ferramentas não precisam de manutenção ou até mesmo de substituição. Em termos técnicos, o mercado alimentício deve estar de acordo com as novas tendências da tecnologia. A tecnologia é importante, mas sua atualização é ainda mais.

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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