Seis perguntas que devem ser feitas antes de iniciar um negócio em sociedade

Seis perguntas que devem ser feitas antes de iniciar um negócio em sociedade

É necessário conhecer alguns pontos de vista do sócio e estabelecer acordos logo no início

Iniciar um negócio é o sonho de muitos brasileiros e, muitas vezes, esse sonho começa em sociedade, afinal de contas, parece ser muito mais fácil ter alguém para dividir um desafio como esse. Mas nem sempre é assim. Muitas sociedades começam em meio a muito otimismo, mas terminam de forma arrasadora. Como evitar que isso aconteça?

De acordo com Brunna Duarte, head de Marketing e uma das fundadoras do Do It Girls Club, comunidade de networking e conteúdo voltado para empreendedoras e executivas, ter um sócio pode ajudar muito quando se coloca o sonho do negócio próprio em prática, seja por questões financeiras ou por conta de disponibilidade de tempo. Mas a escolha correta desse parceiro ou parceira é fundamental. “Quem já teve uma sociedade que só deu dor de cabeça e fracassou sabe bem que é preciso tomar muito cuidado na escolha. Por isso é fundamental fazer alguns questionamentos antes mesmo de iniciar o negócio e a parceria”, sugere Brunna.

Para a empreendedora, uma das primeiras perguntas a serem feitas a um potencial sócio ou sócia é com relação ao espaço que o negócio terá na vida dele. “Entender o peso que o empreendimento terá na vida de cada um dos empreendedores é fundamental. Isso porque para um deles pode ser que a vida seja dedicada à nova empresa, mas para o outro o novo negócio pode ser apenas um hobby ou algo extra. Ou seja, provavelmente não haverá muito equilíbrio em termos de dedicação e isso pode causar problemas”, avalia.

Falar em tempo de dedicação, objetivos e outros itens relacionados ao negócio logo no início também são pontos ressaltados por Natália Archanjo, advogada e head comercial do Do It Girls Club. Ela acredita que a escolha de uma sociedade pode transformar em céu ou inferno a vida de quem empreende e a própria longevidade do empreendimento. “É preciso conhecer realmente a disponibilidade de cada um, assim como os objetivos para o negócio desde o início para evitar confusões e demandas fora do combinado ao longo do processo”, destaca.

Outra questão relevante é entender o que faria um sócio ou sócia desistir do negócio. Para Adriana Tavares, head de Finanças e Gestão do Do It Girls Club, é importantíssimo saber desde o começo o que traz motivação ao sócio ou sócia com quem se divide o negócio, assim como os pontos que o fariam perdê-la.

Além disso, ela enfatiza a questão das finanças como fundamental. “Falar em lucro e verba para investimento, por exemplo, é importante ser colocado em pauta, porque nem sempre as coisas acontecem conforme o planejado. Nesse caso, o que os sócios já têm acordado?”, questiona.

Confira seis perguntas indicadas pelas fundadoras do Do It Girls Club para serem feitas para um possível sócio ou sócia:

– Qual o seu objetivo com esse negócio? Será que ele é similar ao meu?

– O que te faria desistir?

– Quanto tempo você pode se dedicar a ele?

– Se não chegarmos ao lucro no tempo estimado no planejamento, o que faremos?

– Se tivermos que investir mais, de onde virá essa verba?

– Quais são os seus valores essenciais, aqueles dos quais você não abriria mão?

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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