Associação Brasileira de Bancos projeta mais uma manutenção da Selic em 13,75%

Com base nas mensagens emitidas pelo Banco Central e na atualização dos cenários econômicos e do balanço de riscos para a inflação, a ABBC – Associação Brasileira de Bancos avalia que o Copom deve optar mais uma vez pela manutenção da taxa básica de juros em 13,75% a.a. na reunião desta semana.
“Sem alterações significativas no balanço de riscos que tivessem um efeito líquido que justificasse uma alteração nas diretrizes da política monetária, com um processo de desinflação bem gradual e as expectativas desancoradas, acreditamos que a taxa Selic deva ser mantida em 13,75% a.a.”, afirma Everton Gonçalves, superintendente da Assessoria Econômica da ABBC.
Segundo Gonçalves, as expectativas para a inflação em 2024 permanecem bem acima da meta de 3,0%, em 4,18%. Adicionalmente, mesmo com algum alívio, os componentes mais sensíveis ao ciclo econômico e à política monetária na inflação corrente mantêm-se bem acima do intervalo compatível com as metas inflacionárias vigentes.
Como na última reunião do Copom foram assinalados importantes fatores de risco para a dinâmica inflacionária, especialmente as expectativas de longo prazo, o comportamento do crédito e o risco à estabilidade financeira internacional, seria importante que a comunicação da autoridade monetária sinalizasse na próxima reunião a sua interpretação da evolução recente desses aspectos no balanço de riscos, nas premissas e projeções dos cenários de referência e alternativo. “Seria desejável, ainda, uma atualização da avaliação do comitê acerca da taxa neutra de juros”, ressalta Gonçalves.
De acordo com o especialista, além das atualizações dos fatores de risco apresentados em março, é fundamental que na mensagem do Copom se mantenha o grau de liberdade não só para a retomada no ciclo de ajuste caso a desinflação não transcorra como esperada, mas eventualmente também das condições conjunturais que modificassem o balanço de riscos e permitissem a reversão da trajetória da política monetária ou da redução do aperto contracionista.








