Setor supermercadista deve crescer 3% ao ano até 2026 e intensificar operações de Fusões & Aquisições

Setor supermercadista deve crescer 3% ao ano até 2026 e intensificar operações de Fusões & Aquisições

Relatório da Redirection International analisa a consolidação do mercado e projeta oportunidades para expansão das redes

Após o crescimento acelerado registrado na pandemia, com elevação de 46,4% no faturamento entre 2019 e 2020, segundo dados da Associação Brasileira dos Supermercados (Abras), o setor supermercadista deve seguir em alta nos próximos anos e registrar mais transações de fusões e aquisições (M&A). A estimativa é que o mercado cresça em média 3,2% ao ano entre 2023 e 2026, de acordo com projeção realizada a partir de uma modelagem própria da Redirection International, empresa especializada em assessoria de fusões e aquisições.

“O varejo de um modo geral é muito sensível ao nível de atividade da economia, sobretudo aos indicadores macroeconômicos como a inflação, empregos e consumo das famílias, por exemplo. A nossa modelagem leva em conta todos esses fatores para estimar o crescimento do setor nos próximos anos, esperando que os indicadores que afetam a renda e a confiança do consumidor apresentem uma evolução ao longo deste período”, destaca Vinicius Oliveira, economista e sócio da Redirection International.

Dados da Abras apontam que o Brasil tem 92,5 mil lojas espalhadas por todo o país e entre as modalidades de negócio, 49,9% são supermercados, 41,1% são atacarejos e, 9% são atacados ou outros formatos. No último ano foram abertas 341 novas lojas no país, sendo quase a metade (167) de atacarejos. Além disso, segundo análise da Redirection, o setor é altamente fragmentado em relação a outros países. Enquanto as 10 principais redes brasileiras respondem por 37% do mercado, em países desenvolvidos como o Reino Unido as 5 principais redes respondem por 75% do mercado. Em países emergentes como México e África do Sul, os Top 5 representam 90,8% e 80,6% do segmento, respectivamente.

“Apesar da concentração estar aumentando nos últimos anos, o setor de supermercados ainda é bastante pulverizado e, por isso, existe muito espaço para mais consolidação. No comparativo internacional, o Brasil apresenta um grande potencial de aumentar a participação das principais redes e, neste caso, o crescimento inorgânico poderia ser o processo para tal tendência se concretizar”, explica o economista.

Fusões & Aquisições

O levantamento da Redirection aponta ainda que o setor vem aumentando o volume de fusões e aquisições. Em 2021, atingiu o recorde de 18 operações e, no ano passado foram 14. Apesar dessa ligeira queda, o volume de 2022 é 160% maior do que o registrado entre 2018 e 2020, ritmo de deals que deve se manter nos próximos anos, dado o contexto macroeconômico previsto para o segmento.

Segundo a análise da Redirection, as transações têm sido registradas tanto por grandes empresas que utilizam as aquisições como estratégia de expansão (adquirindo lojas de concorrentes e ampliando a participação no mercado), quanto por médias empresas que buscam o crescimento inorgânico para se manterem competitivas e aumentar a liderança em determinadas regiões geográficas.

Outras tendências verificadas são a abertura de capital na Bolsa de Valores e a participação de fundos de investimentos. “O mercado está bastante movimentado e players regionais têm optado pela abertura de capital (IPOs) como forma de angariar recursos para a expansão e crescimento inorgânico, como por exemplo o Grupo Mateus, no Nordeste brasileiro. Também observamos uma crescente atividade de fundos de Private Equity, como o Pátria Investimentos, que realizou mais de quinze aquisições”, destaca Vinicius Oliveira.

 

E o desempenho das supermercadistas listadas na Bolsa de Valores demonstra o bom momento do setor. Segundo dados do Fundamentus, as empresas de capital aberto do segmento apresentaram uma margem líquida de 2,3%, Retorno sobre Capital Investido (ROIC) de 10,2% e são negociadas a um EV/EBTIDA médio de 5,7 vezes. Confira as transações de fusões e aquisições registradas no Brasil nos últimos meses, envolvendo empresas do setor:

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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