Candidatos empoderados influenciam ações de recrutamento das empresas

Candidatos empoderados influenciam ações de recrutamento das empresas
Thaisa Batista.

Redes sociais dão voz a candidatos e empresas passam a ter uma maior atenção com feedbacks negativos

Em um mercado de trabalho cada vez mais competitivo e diversificado, a importância de levar em consideração a opinião dos candidatos em processos de recrutamento e seleção torna-se fundamental. Ao dar voz aos candidatos, as empresas reconhecem que suas experiências, habilidades e perspectivas podem trazer um valor significativo para a organização.

Além disso, ao considerar seus feedbacks, é possível promover um ambiente mais inclusivo e engajador, no qual os colaboradores se sentem valorizados e têm espaço para contribuir ativamente com ideias e soluções.

De acordo com Thaisa Batista, graduada em Administração de Empresas pela UFPR e fundadora da abler, startup que tem o propósito de trazer facilidade à gestão dos processos seletivos, as redes sociais deram voz aos candidatos, que estão cada vez mais críticos em relação aos recrutamentos. No entanto, existem maneiras para usar esse movimento de forma positiva. “Empresas e profissionais de RH devem ler e entender as demandas apresentadas por esses profissionais sobre as suas experiências. Cabe uma análise criteriosa para entender os reclames que, de fato, podem ser aplicados como melhoria e o que não. Às vezes, essa insatisfação é, simplesmente, uma mágoa pelo retorno negativo, sendo importante filtrar essas informações. No entanto, a maioria das reclamações que vemos nas redes sociais estão ligadas à falta de retorno, complexidade e demora nos processos de recrutamento e seleção, e tudo isso deve ser analisado para entender o que explorar e melhorar na experiência dos candidatos, sem abrir mão dos objetivos estabelecidos”, relata.

Thaisa acredita que existe um funil de recrutamento muito volumoso nas primeiras etapas de candidatura, triagem e até mesmo na qualificação, dificultando um retorno personalizado para cada um. “Ainda assim, o retorno na etapa final do processo, com pessoas que tiveram interação e passaram por testes e entrevistas, é importantíssimo não só para ter a colheita de uma imagem positiva da empresa, mas também para contribuir e dar clareza sobre os aspectos que o candidato precisa melhorar tanto em performance dentro do processo, quanto em alguma habilidade técnica ou comportamental.”, pontua.

Muitos candidatos reclamam da forma como os feedbacks negativos são dados. A especialista acredita que tudo depende do tipo de comunicação estabelecida. “É preciso trabalhar esse momento da forma mais humanizada e apresentar os motivos de forma clara, mostrando o que a empresa procura para aquela vaga específica e sinalizando os pontos que deixaram a desejar nesse candidato. Ter bom senso é fundamental para oferecer um feedback realmente construtivo, que faça sentido tanto para a empresa que não contratou aquele profissional, quanto para o candidato que irá buscar meios para desenvolver as competências necessárias”, relata.

A fundadora da abler aponta que essa clareza na comunicação também é importante para melhorar a aceitação dos candidatos para aplicação de testes durante os processos seletivos. “Nenhum teste comportamental ou técnico deve ser enviado sem um contato prévio mais humanizado. É preciso qualificar os candidatos e ver se eles realmente têm os requisitos mínimos para seguir no recrutamento em uma entrevista de qualificação, por exemplo. Além disso, é importante explicar como o resultado dessa avaliação vai ser utilizado ao longo do processo seletivo e o que a empresa espera em relação à demonstração de desempenho e conhecimento técnico. Explicações mais simples também são necessárias, como a quantidade de questões e o tempo disponível para realizar o teste”, pontua.

Muitos candidatos trazem relatos sobre processos seletivos demorados e com pouca transparência. Para Thaisa, plataformas de ATS, como a abler, podem acabar com esse tipo de problema. “Essas ferramentas trazem todo o histórico do processo, trazendo o planejamento, a atração, a gestão do processo. Além disso, permite que candidatos tenham acesso a informações quanto à etapa do processo e o status dentro do recrutamento, em tempo real. Esse tipo de solução também possibilita uma comunicação mais personalizada sobre o andamento do processo. Caso aconteça algum atraso, por exemplo, é possível enviar mensagens e e-mails em massa informando a nova data de retorno para a entrevista”, revela.

A executiva acredita que existem maneiras para as empresas contribuírem para o empoderamento dos candidatos. “Aplicar as melhorias fornecidas nos feedbacks que os candidatos trazem é fundamental. Quando os profissionais são ouvidos, se sentem mais empoderados e podem contribuir com dicas e sugestões. Além disso, é importante aplicar uma pesquisa ao final do processo de seleção para colher a real percepção do candidato, perguntando se ele recomenda que outras pessoas participem desse tipo de recrutamento”, finaliza.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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