Como estabelecer uma pretensão salarial adequada?

Como estabelecer uma pretensão salarial adequada?

É imprescindível fazer pesquisas, seja em sites especializados ou na sua rede de contatos, para entender se os valores pretendidos estão acima ou abaixo do mercado

É cada vez mais comum que recrutadores peçam para que os candidatos indiquem o valor do salário que planejam receber, o que nem sempre é uma tarefa fácil para quem está em busca de trabalho. Um valor elevado pode fazer com que se perca a vaga, enquanto um valor baixo pode levar a empresa a ter uma imagem distorcida do candidato ou contratar o profissional por um salário menor do que o praticado no mercado. Para evitar esse problema, o escritor Uranio Bonoldi, especialista em carreira, negócios e tomada de decisão, sugere que os candidatos pesquisem bem os salários do cargo pretendido, seja em sites ou em sua rede de contatos, de modo a enxergar o cenário de forma ampla e acurada.

Autor de “Decisões de alto impacto: como decidir com mais consciência e segurança na carreira e nos negócios”, Bonoldi aponta que publicações online especializadas como Sim Carreira, Robert Half e Glassdoor, são bons pontos de partida para entender como o mercado tem remunerado a profissão pretendida. “Esses sites podem trazer os valores dos salários de acordo com o cargo, com o tempo de experiência e com as certificações que muitas vezes exigem. É possível que os números para a mesma vaga variem de site para site, mas tendo-os como fonte de informação é possível tirar uma boa base e aproximá-lo da sua realidade”, diz.

O networking também é uma referência recomendável para os profissionais que querem escolher uma boa pretensão salarial. “Busque na sua rede de contatos pessoas que ocupem o cargo pretendido, considerando também os anos de experiência e a formação que tiveram para chegar em tal patamar. Se não tiver ninguém que especificamente trabalhe nessa área, busque quem estiver em cargos ou áreas correlatas. Assim você vai começar a ter uma boa noção de quanto recebe um profissional da vaga pretendida”, aponta.

E ainda é necessário levar em consideração as próprias experiências – o quanto ganhava no último emprego -, mas com cautela. “Muitas vezes o profissional pode ter sido desligado de um trabalho anterior porque a empresa lhe pagava um salário acima do mercado. Se o candidato não está ciente disso, pode acabar se frustrando ao buscar por novas oportunidades. O ideal, portanto, é balizar suas pretensões salariais em pesquisas, para que possa avaliar se precisará elevar ou reduzir suas expectativas, sempre de acordo com seu grau de expertise, formação e cargo pretendido”, pontua o escritor.

Uranio Bonoldi ressalta que algumas empresas têm praticado uma remuneração em que parte do valor é fixo e parte variável, determinada pelos resultados do profissional, do setor ou da companhia como um todo. “Nesses casos, é importante que o valor fixo seja suficiente para o profissional sobreviver, mesmo que seja inferior ao salário de um emprego anterior. E então, se esse valor fixo somado a pelo menos 50% dos valores variáveis resultar em uma remuneração maior que esteja de acordo com o mercado, então é algo a se olhar com bons olhos. Em empresas que têm esse tipo de remuneração bem estruturada, o colaborador pode sair com uma boa vantagem, justamente pela possibilidade de pagamentos mais elevados, com ainda boas oportunidades no mercado”, finaliza.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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