Ofertas no mercado de capitais somam R$ 46,2 bilhões e atingem em junho maior volume mensal do ano

Ofertas no mercado de capitais somam R$ 46,2 bilhões e atingem em junho maior volume mensal do ano

No acumulado do primeiro semestre, montante chegou a R$ 153,4 bilhões, com queda de 35,4% em relação ao mesmo período de 2022

As companhias brasileiras levantaram R$ 46,2 bilhões no mercado de capitais em junho, o maior volume registrado no ano, porém com uma queda de 14,6% na comparação com o mesmo mês de 2022, de acordo com os dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). No acumulado do primeiro semestre, o total de emissões chegou a R$ 153,4 bilhões, o que corresponde a uma redução de 35,4% em relação a igual período do ano passado.

As debêntures lideram as captações nos dois intervalos. No mês, as ofertas somaram R$ 25,3 bilhões, contabilizando o maior volume do ano. Já no semestre, o volume de R$ 78,1 bilhões representa uma diminuição de 41,5% na comparação com o mesmo período de 2022. Na análise de indicadores, 73,5% das emissões foram indexadas por DI + spread e os recursos foram alocados principalmente para capital de giro (46,4%).

“As ofertas vêm se recuperando, como mostram os dados de junho, e já podemos vislumbrar uma retomada, influenciada também pelo ambiente econômico com juros mais baixos. E vale destacar o alongamento do prazo médio de vencimento das debêntures, que passou de 6,1 anos, no primeiro semestre de 2022, para 6,5 anos no primeiro semestre deste ano, refletindo uma maior confiança no mercado de capitais”, afirma José Eduardo Laloni, vice-presidente da Anbima.

Entre os instrumentos de renda fixa e híbridos, os CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio) respondem pelo segundo maior volume de ofertas no semestre (R$ 13,3 bilhões), com uma queda de 24,5% na comparação com o mesmo período de 2022. Na sequência estão os CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários), com R$ 12,6 bilhões e redução de 21,5%. O desempenho dos Fiagros (Fundos de Investimento em Cadeias Agroindustriais) se destacou na primeira metade do ano, com um crescimento de 50,4%, atingindo R$ 4,7 bilhões.

“Os instrumentos ligados ao agronegócio, CRAs e Fiagros, captaram R$ 18 bilhões no primeiro semestre. O setor é muito relevante no PIB nacional e o papel do mercado de capitais no financiamento das suas atividades tende a crescer”, comenta Flavia Palacios, coordenadora da Comissão de Securitização da Anbima.

Na renda variável, houve operações de follow-on (oferta subsequente de ações) pelo quarto mês seguido, chegando a 8 no primeiro semestre – dos quais 4 contabilizadas em junho – e totalizando R$ 13,5 bilhões. O valor é 28,4% abaixo do registrado no mesmo período de 2022, quando houve 13 emissões.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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