Saúde mental no trabalho deve ser levada a sério

Saúde mental no trabalho deve ser levada a sério
Exhausted African American employee working on project in office. Man and women in casual sitting and standing at table and using laptops. Multiethnic staff concept

Pesquisa aponta que 71% dos entrevistados no Brasil acham que organizações deveriam oferecer serviços gratuitos de saúde mental aos colaboradores

Um dos assuntos comentado no mercado de trabalho, principalmente nos últimos anos é a saúde mental. E para quem é empresário não pode fechar os olhos para esse problema. “Essa sensação vai interferir na capacidade de assumir responsabilidades e cumprir metas, no engajamento com os compromissos das empresas e nos relacionamentos interpessoais”, alerta André Minucci, Mentor e CEO da empresa Minucci RP.

De acordo com uma pesquisa desenvolvida pela Pearson (uma empresa de educação) afirma que para 71% dos entrevistados no Brasil, as organizações deveriam oferecer serviços gratuitos de saúde mental aos colaboradores.

São dois aspectos fundamentais a serem analisados quando o assunto é saúde mental no trabalho, o psicológico e o emocional. A saúde mental sempre foi vista como algo a ser abordado apenas clinicamente, ou seja, algo relacionado quase que exclusivamente aos cuidados com a vida pessoal. Há uma variedade grande de transtornos mentais que afetam os colaboradores de uma empresa. Vamos citar os principais, conforme a Associação Nacional de Medicina do Trabalho (ANAMT).

Depressão

Segundo levantamento de 2019 sobre saúde no território nacional, promovido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 10% da população tem com esse problema, que pode levar à perda da autoestima, à redução das atividades que requerem esforço físico e mental e, a pensamentos de inferioridades, com tendências suicidas. É doença, sim, e precisa urgentemente de apoio clínico.

Ansiedade

Surgem diferentes sintomas físicos e emocionais que atrapalham o dia a dia, como a cobrança e dificuldade com prazos, são exemplos de ansiedade nas empresas. Para controlar os sintomas é preciso fazer: atividade física, ter um sono regulado e uma dieta saudável.

Síndrome de burnout

Trata-se de um transtorno ainda recente, mas diretamente relacionado ao trabalho. Na pandemia, por exemplo, houve muitos casos e surge exatamente a partir de várias situações de estresse no próprio emprego. O trabalhador pode se desgastar muito rápido a ponto de não conseguir mais assumir nenhuma tarefa.

Quais ações a empresa pode promover para ajudar o colaborador?

Ações para fazer com que o colaborador se sinta bem é primordial para o cuidado com a saúde mental dos colaboradores. “São ações que vão ajudar a fortalecer a confiança e a boa relação – que toda empresa se orgulha em formar. É preciso ir muito além. Posicionar-se como uma empresa inovadora com treinamentos de inteligência emocional, humanizada no mercado. Acentua Minucci.

São atitudes práticas, simples e indispensáveis:

  • Formação de equipes com psicólogos organizacionais disponíveis para sessões de plantão psicológico dentro da própria instituição;
  • Oferta de benefícios flexíveis voltados para o lazer, acesso à cultura e a promoção do entretenimento; atividades que garante diversão e desconexão dos colaboradores com a rotina de trabalho;
  • Divulgação de serviços psicológicos externos que atendam gratuitamente ou em parceria com a organização.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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