Câmbio em 2024 terá equilíbrio de fatores altistas e baixistas, aumentando incertezas do cenário

Câmbio em 2024 terá equilíbrio de fatores altistas e baixistas, aumentando incertezas do cenário

Mercado deve estar atento a volatilidade nos prazos mais longos

A StoneX realizou nesta terça-feira (17) o 6° seminário StoneX: “desafios e oportunidades para o mercado de commodities”, no WTC, em São Paulo, na capital paulista. Durante a abertura do evento, o analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Leonel Mattos, comentou as perspectivas do cenário cambial para 2024, reforçando a volatilidade da variável, especialmente em prazos mais longos. “Temos que estar atentos ao fluxo de entradas e saídas de divisas, especialmente em prazos mais longos”, aponta o especialista.

Segundo Mattos, entre os três principais fatores altistas do dólar no Brasil, estão os juros mais elevados dos bancos centrais pelo mundo, a aversão a riscos dos investidores internacionais, bem como a condução da política fiscal brasileira em 2024. “Os juros mais elevados dos bancos centrais acabam atraindo entrada de fluxo para as economias em questão, especialmente EUA. São investimentos que deixam de ser feitos em real e commodities, por exemplo, e promovem a saída de divisas em dólar do Brasil”, explica.

Já entre os fatores baixistas, os três principais são, segundo o executivo: a balança comercial brasileira, PIB acima do projetado e cortes mais lentos na taxa Selic, favorecendo o real. “A balança comercial brasileira apresentou saldo de US$ 71,3 bilhões de janeiro a setembro de 2023, com expectativas do mercado em fechar o ano próximo a US$ 100 bilhões. Recordes de produção da cana, milho e soja colaboraram para que nossas exportações se excedessem, aumentando a entrada de dólares no Brasil, influenciando diretamente no peso desse fator baixista”, explica Mattos.

“Há expectativas dos agentes de mercado que o PIB brasileiro continue acima do projetado, o que deve aumentar o apetite por ativos brasileiros”, completa.

Moderação nos cortes dos juros brasileiros 

Apesar do otimismo entre os fatores baixistas, Mattos destaca que é importante haver comedimento na expectativa da queda da Selic, uma vez que há outras variáveis envolvidas para isso.

“Tanto pela resiliência dos juros nos Estados Unidos quanto pelo desempenho do IPCA, que está com uma moderação lenta, acredito que o nosso Banco Central será mais lento nos cortes de juros”, finaliza.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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