Síndrome de burnout: como as empresas podem prevenir e lidar com o tema

Síndrome de burnout: como as empresas podem prevenir e lidar com o tema

Esgotamento profissional pode afetar a saúde mental e física

Excesso de trabalho, ambiente corporativo tóxico, pressão constante, estresse crônico, falta de autonomia ou de flexibilidade. Essas são as principais fatores de risco no ambiente de trabalho  para o burnout, ou síndrome do esgotamento profissional, que afeta cerca de 64,3 milhões de brasileiros, segundo levantamento realizado pela International Stress Management Association (Isma).

Questões relacionadas à saúde mental são a terceira maior causa de afastamento do trabalho e dados apontam tendências de crescimento. O burnout é um síndrome que tem início silencioso e muitos profissionais vêm sofrendo desta exaustão sem estar cientes disso.

O termo burnout, que em tradução livre do inglês significa “queimar por completo”, foi introduzido pelo psicanalista Herbert J. Freudenberger, que criou um modelo de 12 estágios para visualizar o desenvolvimento desta síndrome com comportamentos típicos para cada estágio:

1. Ambição em excesso e necessidade de aprovação constante;

2. Trabalhar mais e acumular responsabilidades;

3. Negligenciar necessidades pessoais e sociais;

4. Reprimir conflitos, fugir dos problemas e sintomas;

5. Revisão de valores;

6. Negação do problema, impaciência e irritabilidade com o outro;

7. Afastamento, redução de contatos sociais;

8. Mudanças de comportamento;

9. Despersonalização, perder o contato com si mesmo(a), entrar no piloto automático;

10. Vazio interno, comportamentos compulsivos;

11. Sintomas de depressão;

12. Burnout.

“Sendo o produto de um acúmulo de estresse, esse esgotamento profissional não acontece de um dia para o outro. É um fenômeno complexo e profundo que atinge profissionais de todas as idades, setores e níveis hierárquicos”, explica Ines Hungerbühler, psicóloga,  PhD e líder do time clínico do Wellz, solução de saúde mental do Gympass.

Como as empresas podem lidar com o burnout

Nos últimos anos, entre outras razões por causa de uma definição mais específica do lado da OMS, as discussões sobre o burnout aumentaram e ficou claro que as empresas podem desempenhar um papel crucial na promoção da saúde mental de seus colaboradores e na redução do estigma em torno do tema e consequentemente no tratamento eficaz de questões como o esgotamento profissional e a redução de danos.

Na prevenção da síndrome de burnout, a construção de um ambiente de trabalho saudável é o ponto-chave. Existem várias estratégias para criar uma cultura de cuidado no qual as pessoas colaboradoras conseguem trabalhar de forma produtiva e manter o seu bem-estar.

Confira algumas ações práticas e de fácil implementação que Ines Hungerbühler, psicóloga, PhD e líder do time clínico do Wellz by Gympass, apresenta:

Lidar com a cultura da produtividade

Ambientes onde a produtividade está acima de qualquer coisa (até a própria saúde da pessoa colaboradora) são propensos a facilitar o desenvolvimento de burnout. Somos todos humanos e ter limites não é apenas normal, mas saudável, inclusive para a empresa.

Flexibilizar as rotinas

Estresse crônico muitas vezes é causado por uma incompatibilidade entre as exigências profissionais e as capacidades e recursos do lado da pessoa colaboradora. Compreender as rotinas e metas que se adequam não apenas para o negócio, mas também para a pessoa colaboradora, traz mais produtividade e contribui para um ambiente mais saudável.

Educação e capacitação da liderança

As lideranças têm um papel fundamental na criação de uma cultura de cuidado e consequentemente um ambiente de trabalho saudável. Para uma pessoa líder poder criar espaços psicologicamente seguros e acolher membros da equipe, é necessário preparar a liderança adequadamente.

Ter ferramentas de monitoramento recorrente do estado emocional das pessoas colaboradoras

Assim como o burnout, outras questões de saúde mental tais como a depressão ou ansiedade, não aparecem de um dia para outro. Identificar primeiros sinais e sintomas, permite intervir antes de um desenvolvimento completo e consequentemente reduzir desde o início consequências como afastamentos e altos custos médicos, além de uma qualidade de vida impactada.

Promover programas de cuidado contínuo 

Para criar uma cultura que prioriza o bem-estar precisa-se mais do que oferecer ações pontuais ou intervenções em crise. Oferecer benefícios e ferramentas que permitam às pessoas colaboradoras cuidar da própria saúde mental, gerenciar melhor os níveis de estresse e aumentar o autoconhecimento, é fundamental para prevenir o burnout e outras questões de saúde mental.

“Como empregadores, temos a responsabilidade de enfrentar a crise do bem-estar, apoiando nossos colaboradores para que eles possam incorporar hábitos saudáveis em suas rotinas – sejam atividades físicas, cuidados com a saúde mental, alimentação saudável, educação financeira, ou centenas de outras atividades. Quando os times estão saudáveis, felizes e engajados, há um impacto positivo nos negócios”, destaca Priscila Siqueira, líder do Gympass Brasil.

Crédito da foto: Freepik

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *