Empreendedorismo popular é sonho nas favelas

Empreendedorismo popular é sonho nas favelas

Dia da Favela é comemorado em 4 de novembro

Cerca de 5,2 milhões de empreendedores. Essa é a quantidade de donos de pequenos negócios que vivem nas mais de 13,5 mil favelas de todo o país. Os dados fazem parte da pesquisa Data Favela 2023. O levantamento também observou que o maior sonho profissional para 35% das pessoas que vivem nessas comunidades é abrir o próprio negócio. Neste sábado (4), quando é comemorado o Dia da Favela, o Sebrae ressalta o seu papel na capacitação e estímulo ao empreendedorismo nessas regiões que reúnem cerca de 18 milhões de habitantes.

“Trabalhamos, em todo país, com o empreendedorismo popular com projetos de inclusão produtiva. São ações efetivas que permitam que essas famílias possam superar as dificuldades. Dessa forma, com geração de emprego e renda. É preciso criar oportunidades para que se tornem ativamente produtivos e capazes. O Sebrae atua para que a população que está na favela também realize o seu sonho de empreender”, ressalta Décio Lima, presidente do Sebrae Nacional.

Neste ano, o Sebrae realizou diferentes edições locais da Expo Favela, uma feira de negócios que reuniu e deu visibilidade para empreendedores e startups das comunidades. Além disso, esse foi um espaço para tirar dúvidas sobre formalização e regularização do Microempreendedor Individual (MEI), precificação, gestão do tempo e planejamento, entre outros temas. “Em um evento com esse porte, conseguimos apresentar e conhecer novas empresas e ter contato com empreendedores de diferentes comunidades”, comenta Anderson Marcelo, empresário da Delivery de Favela, do Rio de Janeiro.

“Os empreendedores de favelas são sedentos por oportunidades para alavancar seus negócios. Em todas as atividades do Sebrae houve uma rotatividade alta porque esses empresários estavam em busca de conhecimento”, explica Carla Panisset, coordenadora de Empreendedorismo Social do Sebrae Rio.

Na cidade carioca também é realizado o projeto Comunidade Sebrae, que está atualmente em 18 favelas, totalizando mais de 100 comunidades. Já são mais de 41 mil atendimentos com foco em oferecer oportunidades para uma economia competitiva, inclusiva e sustentável.

O empresário Carlos Pedro da Silva, um dos fundadores da empresa Carteiro Amigo, conta que há 21 anos trabalha com o Sebrae no Rio de Janeiro. A empresa é responsável pela distribuição e digitalização de postagem e entregas nas favelas da capital carioca. “Com a orientação do Sebrae, conseguimos otimizar o tempo, o espaço, conseguimos mudar o local da loja. Tudo isso representou uma grande mudança na rotina do nosso negócio”, destaca.

Além disso, com a experiência de conhecer as principais dificuldades de quem empreende em favelas, o Sebrae Rio também promoveu o programa gratuito Top Empreendedor. Por meio de capacitações e consultorias, os participantes conheceram práticas do mercado para aprimorar a gestão do negócio.

Projetos sociais e Jornada empreendedora

Saindo das ações para as comunidades cariocas, o Sebrae também atua no Morro das Pedras, da Região Oeste de Belo Horizonte. Por lá, as empreendedoras locais criaram a “Barbie” do morro. Essas mulheres fazem parte do projeto Ully – uma ação social que incentiva o empreendedorismo feminino na comunidade com o apoio do Sebrae Minas. A iniciativa, que oferece cursos e oficinas de panificação, costura, crochê, beleza e estética, foi apresentada na Expo Favela Minas.

“Queremos prepará-las para que possam ser donas de suas próprias vidas, sejam mais independentes e ganhem autoestima para que sigam em frente, criem seus filhos e tenham uma opção de sustento para suas famílias”, explica Eliete Jesus dos Santos, idealizadora do projeto que transforma a vida de 800 mulheres.

O grupo Famílias Empreendedoras do Bairro Coqueiros, também na capital mineira, que atende 40 moradores das comunidades da região Noroeste, foi outra que recebeu atenção do Sebrae Minas. Carmen Lúcia de Matos Barcelos, idealizadora do grupo, passou pela Jornada Empreendedora e junto a outras quatro mulheres, criou uma feira de expositores sempre no segundo domingo do mês. “As orientações ajudaram a ampliar minha visão sobre os negócios e de como poderia transformar o lugar onde moro desde 1976”, explica Carmem.

O professor Miltinho Souza, da comunidade Cabana do Pai Tomás, na região Oeste de Belo Horizonte, é outro que foi capacitado por meio da Jornada Empreendedora. Antes atuando como professor particular, hoje ele treina docentes recém-formados e estudantes da comunidade, ensinando sua técnica criada a partir da experiência que teve em estudar com a filha. Com o Sebrae ele recebeu orientações sobre planejamento, marketing digital, precificação e atendimento ao cliente, além de consultorias individuais para estruturação de um novo modelo de negócio.

Agora, além das aulas e para estimular o empreendedorismo na comunidade, Miltinho também teve a ideia de comercializar, no local onde ensina, produtos feitos pelos pais dos alunos. “A gente aprende ensinando. Meu objetivo é ajudar as pessoas que têm dificuldade com a matemática, por exemplo, para que aprendam e possam ensinar. Além disso, por meio de parcerias estratégicas, conseguimos também oferecer novas oportunidades e expectativas de vida para os moradores da comunidade”, justifica o professor.

A programação da Jornada Empreendedora, criada em 2019, inclui seis palestras sobre os temas: como se tornar microempreendedores individuais (MEI), vantagens da formalização e do cooperativismo, como potencializar as vendas pelas redes sociais, controle financeiro, fluxo de caixa, precificação de produtos, criação de modelos de negócios e como melhorar o atendimento e fidelizar clientes.

Projeto Mães da Favela SEBRAE

Projeto Mães da Favela foi criado pela Central Única das Favelas (CUFA) e tem o apoio do Sebrae. O objetivo é levar renda e auxiliar todas as mães “solo” que vivem nas favelas dos 17 estados do Brasil e do Distrito Federal.

O Sebrae apoia a iniciativa e está aqui para te ajudar a transformar a sua realidade por meio do conhecimento e do empreendedorismo. Preparamos uma série de conteúdos e cursos gratuitos selecionados especialmente para que você em frente o desafio de ter o seu próprio negócio!

Na cidade carioca também é realizado o projeto Comunidade Sebrae, que está atualmente em 18 favelas, totalizando mais de 100 comunidades. Já são mais de 41 mil atendimentos com foco em oferecer oportunidades para uma economia competitiva, inclusiva e sustentável.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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