Micro e pequenas empresas devem gerar 8,4 milhões de oportunidades de trabalho nos setores de saúde, agricultura e educação

Micro e pequenas empresas devem gerar 8,4 milhões de oportunidades de trabalho nos setores de saúde, agricultura e educação
Paulo Cunha, diretor da AWS para o setor público no Brasil.

Até 2030, a expectativa é que 90% dos negócios utilizem nuvem com aplicações avançadas de inteligência artificial

As micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) que adotam tecnologias habilitadas para nuvem no Brasil devem gerar R$ 24,3 bilhões de ganhos anuais em produtividade até 2030. É o que aponta o estudo “Compreendendo uma Economia habilitada pela nuvem: Como a nuvem impulsiona o impacto econômico e social através de micro, pequenas e médias empresas”, realizado pela Amazon Web Services (AWS) em conjunto com a Accenture.

Conduzida em 12 países, incluindo o Brasil, a pesquisa indica que esse ganho de produtividade das MPMEs beneficia diversos setores, entre eles os de saúde, educação e agricultura. Além disso, os dados mostram ainda um potencial de geração de 8,4 milhões de empregos dentro das MPMEs que atuam nesses segmentos até 2030, representando 8% de todos os empregos no país.

“A AWS está democratizando o acesso à tecnologia para que qualquer tipo de negócio em todo o mundo – independentemente do seu tamanho – inove e cresça. As micro, pequenas e médias empresas são muitas vezes os heróis anônimos da inovação e desempenham um papel crucial para atender os desafios da sociedade, entre eles melhorar o acesso aos serviços digitais de saúde e educação com qualidade. A AWS ajuda as PMEs a desbloquear novas possibilidades de negócios, independentemente da forma como começam a usar a nuvem. E ao migrarem para a nuvem, as PMEs podem aproveitar as mesmas vantagens que oferecemos para startups e grandes empresas globais”, afirma Paulo Cunha, diretor da AWS para o setor público no Brasil.

A taxa de adoção da nuvem no Brasil para serviços básicos, como a utilização de e-mail ou soluções de armazenamento baseadas na nuvem, está em 62%. Já a adoção intermediária e avançada, que contempla gerenciamento de relacionamento com clientes ou soluções empresariais e ferramentas de planejamento, é de 13% – o que inclui recursos de inteligência artificial (IA) além de IA generativa e aprendizado de máquina (ML).

A AWS vem ajudando as MPMEs a aproveitar oportunidades na economia digital e a transformar seus modelos de negócios. Os empreendedores já perceberam que a migração para a nuvem pode contribuir com melhores resultados ao permitir ganho de eficiência e acessibilidade de serviços. No Brasil, as MPMEs que utilizam a nuvem da AWS, incluindo ferramentas de IA generativa, atuam com o mesmo nível de escalabilidade e robustez de startups e grandes corporações.

“Embora micro, pequenas e médias empresas que adotam pelo menos um nível básico de tecnologia de nuvem obtenham benefícios significativos, ainda há uma enorme oportunidade para avançarem ainda mais na adoção da nuvem, o que irá acelerar sua capacidade de abordar alguns dos maiores desafios da sociedade”, afirma Aaron Hill, Diretor Geral de Insights Econômicos da Accenture.

Benefícios setoriais

No segmento de saúde, a utilização da nuvem por MPMEs tem facilitado o acesso à assistência médica a brasileiros que vivem em áreas rurais e remotas por meio da melhor prestação de serviços de telemedicina, análise e gerenciamento de dados de pacientes, além de suporte para pesquisa. O relatório estima que as MPMEs habilitadas para a nuvem podem ajudar a desbloquear R$8,6 bilhões em benefícios anuais de produtividade na área da saúde e apoiar 24 milhões de consultas remotas no Brasil até 2030.

O impacto também é evidente na educação, onde o maior desafio tem sido a inclusão e o acesso à educação de qualidade. O relatório estima que as MPME podem liberar R$8,6 bilhões em benefícios anuais no setor e fornecer acesso à educação a 12 milhões de estudantes do ensino médio e fundamental, e cerca de 32 milhões de adultos no Brasil até 2030. Isso significa que 44 milhões de estudantes terão acesso a soluções de e-learning por meio de MPMEs habilitadas para nuvem no Brasil.

“A computação em nuvem oferece às edtechs acesso fácil e dinâmico às mais recentes inovações tecnológicas por meio de uma ampla variedade de soluções as a service e ainda proporciona acesso rápido a infraestruturas escaláveis”, comenta Gabriel Nogueira, gerente Comercial da Wakke. “Essa agilidade tem sido fundamental para atender às demandas dinâmicas do mercado educacional, proporcionando um ambiente propício para a inovação e o crescimento contínuo das edtechs no Brasil”.

No setor agrícola, as MPMEs que utilizam nuvem ajudam a resolver os problemas e a implementar práticas baseadas em dados, tornando o segmento mais inteligente e sustentável. O relatório estima que as MPMEs podem ajudar a liberar R$7 bilhões em benefícios anuais de produtividade na agricultura, e 1 em cada 3 fazendas usarão soluções de agricultura de precisão que aumentarão a produtividade até 2030. Isso representa um aumento de 170%, considerando a utilização atual, de uma em cada dez fazendas.

Pesquisa

O estudo considerou como MPMEs empresas com menos de 250 funcionários e adotou como critério para considerar como economia habilitada para a nuvem aquela em que 90% de todas as empresas em um país adotam pelo menos um nível básico de tecnologia em nuvem. A pesquisa utilizou a definição da Organização para a Cooperação de Desenvolvimento Econômico (OCDE) como critério para mensurar os níveis de adoção da nuvem e prever uma economia habilitada para a nuvem em 2030.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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