Categorias que possuem Marcas Próprias crescem 7,6% em 2023

Categorias que possuem Marcas Próprias crescem 7,6% em 2023

O destaque fica na cesta de perecíveis, onde as Marcas Próprias cresceram 26,8% em vendas, superando os 15,7% das demais marcas

Vista como uma ferramenta de fidelização de clientes, as marcas próprias ganharam qualidade e participação no total de vendas do varejo, já que se tornou uma opção para os consumidores que buscam novas estratégias para administrar melhor o orçamento com as despesas básicas. De acordo com a Scanntech, líder em inteligência de dados para o varejo, 65% do faturamento dos supermercados vem de categorias que possuem marca própria – já que oferecem uma margem de lucro maior e contribuem para o crescimento sustentável do negócio. Em 2023, o faturamento de categorias que contemplam private labels cresceram +7,6% em comparação a 2022 de janeiro a setembro.

O estudo analisou o desempenho das marcas próprias do varejo alimentar, que é quando um supermercado, por exemplo, encomenda um produto de uma indústria ou fornecedor que o produz e esse produto é oferecido ao cliente final sob seu nome ou marca registrada. Isso não significa que o fabricante não seja o mesmo que as marcas líderes, e sim que o produto oferecido apenas leva uma marca própria.

No olhar macro do varejo (players com ou sem marcas próprias) as cestas com maior participação de Marcas Próprias sãs as cestas de de perecíveis (peixes, frango, carnes frescas) e mercearia básica (arroz, feijão, óleo, sal) de 2,5% e 3,1%, respectivamente. Essa participação sobe muito quando a pesquisa foca somente nos supermercados e atacarejos que investem em private label, subindo a participação em vendas para 10,8% e 9,8%.

Dentro da cesta de perecíveis, em 2023 um bom dado relacionado a marcas próprias chama a atenção, na comparação com o ano anterior, as vendas delas foi 26,8% maior, superando o crescimento de 15,7% das demais. Em relação ao preço, o estudo aponta que, em média, a variação dos valores dos privates labels com as demais foi o mais do que o dobro, sendo 22,2% contra 10,8%.

Apesar de produtos como biscoito, sabão, chocolate, suco, papel higiênico, iogurte entre outros serem bastante relevantes para o varejo, , as marcas próprias ainda não são pouco desenvolvidas, mostrando portanto, um forte potencial de desenvolvimento.

E se você notou nas prateleiras dos supermercados um aumento de itens desse tipo saiba que não é por acaso. Grandes redes varejistas do Brasil e do mundo enxergam nesses produtos uma excelente estratégia de negócio. Isso porque as Marcas Próprias oferecem preços menores do que as marcas líderes, sendo uma alternativa viável aos consumidores em tempos de crise. Para Mario Ruggiero, diretor da Scanntech, a marca própria apresenta um crescimento superior porque o maior consumo nas residências faz com que os consumidores busquem alternativas mais econômicas sem abrir mão da qualidade. “Cada vez mais grandes varejistas e indústria estão firmando parcerias para oferecer produtos próximos da qualidade das marcas líderes sendo também uma ferramenta de awareness da marca varejista consolidando um público fiel”, explica.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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