43% das organizações no mundo já utilizam IA em suas operações financeiras

43% das organizações no mundo já utilizam IA em suas operações financeiras

No Brasil, mais de 50% de todas as empresas já implementaram o uso de IA em algum ponto de seus processos

A adoção de inteligência artificial na área financeira das empresas é algo que tem sido amplamente discutido. Segundo a pesquisa “State of AI in Financial Services”, publicada este ano pela NVIDIA, pelo menos 43% das organizações no mundo já utilizam algum tipo de IA em suas operações. O levantamento, que contou com 400 líderes globais do setor financeiro, concluiu que as instituições de serviços financeiros vêm usando cada vez mais essa tecnologia com foco em automatizar processos e melhorar o serviço ao cliente.

No Brasil, mais de 50% das empresas implementaram a IA,  Internet das Coisas (IoT) ou ambas em parte de seus processos, conforme o estudo publicado em 2024 pela Kaspersky. Entretanto, a adoção da IA na área financeira levanta preocupações legítimas em relação à segurança e à privacidade dos dados. O manuseio de informações financeiras sensíveis requer medidas rigorosas de proteção para evitar violações de dados e possíveis danos à reputação da empresa.

Conforme o relatório da Kaspersky “Impressões Digitais e sua relação com as pessoas e as empresas”, em 2023 quase metade (46%) dos funcionários brasileiros afirmam ter acesso a informações sigilosas de clientes cadastrados no banco de dados da empresa onde trabalham, como nome completo, documentos pessoais e endereço. Outra pesquisa da Kaspersky em parceria com a consultoria Corpa, aponta que 58% dos brasileiros estão preocupados em ter seus dados pessoais vazados.

Para o coordenador do Comitê de Inovação do IBEF-PR, Jorge Felisberto, é essencial que os executivos financeiros abordem a adoção das inteligências artificiais de forma estratégica e cautelosa. Isso inclui investir em sistemas robustos de gerenciamento de dados, garantir a transparência e a responsabilidade na utilização da IA e capacitar os colaboradores para compreender e interpretar adequadamente os insights gerados pelos algoritmos. “E aqui, na minha opinião, é que reside o principal perigo. Empresas que negligenciam a importância de manter seus colaboradores e capacitá-los para performar esse novo papel, focando apenas no ganho de curto prazo que a IA pode gerar, pela via da substituição de mão de obra, irão, mais cedo do que imaginam, pagar um preço altíssimo”, afirma.

Felisberto esclarece que embora a inteligência artificial ofereça oportunidades significativas para aprimorar os processos financeiros das organizações, é essencial equilibrar os benefícios potenciais com os desafios e as considerações éticas. Ao fazê-lo, as empresas podem maximizar o valor da IA enquanto mitigam os riscos associados à sua implementação.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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