Gasto com IA no atendimento cresce 38% e empresas cobram impacto em receita e custos

Gasto com IA no atendimento cresce 38% e empresas cobram impacto em receita e custos

Os investimentos em inteligência artificial nas áreas de atendimento avançaram 38% em 2026, enquanto o orçamento total dessas operações cresceu apenas 2%, segundo levantamento do Gartner divulgado em agosto. A diferença ajuda a mostrar uma mudança importante de fase: depois da corrida para testar ferramentas, cresce a pressão para provar onde a IA realmente reduz custos, recupera vendas ou melhora a experiência do cliente. Nesse contexto, uma das frentes mais promissoras está na análise das próprias conversas que as empresas já mantêm diariamente com seus consumidores, porque é nelas que aparecem objeções de venda, sinais de cancelamento, falhas de processo e motivos de insatisfação que dificilmente cabem em um relatório convencional.

Para Wanderly Limeira, Diretor de Produtos Digitais e Inovação do HVOICE/HVAR, o avanço da IA muda principalmente a quantidade de informação que uma empresa consegue extrair das interações que já acontecem diariamente. “Durante muito tempo, a voz do cliente ficou armazenada como um arquivo que poucas pessoas conseguiam analisar. Quando é possível interpretar essas conversas em escala, atendimento deixa de ser apenas um registro operacional e passa a mostrar por que clientes cancelam, quais objeções impedem uma venda e onde estão os principais gargalos da jornada”, afirma.

O desafio agora é transformar essa capacidade tecnológica em resultado financeiro. Em maio, pesquisa da Salesforce com 3.075 profissionais de atendimento mostrou que a adoção de agentes de IA nas organizações pesquisadas passou de 39% para 66% em um ano e que 70% das empresas que adotaram a tecnologia perceberam algum valor mensurável em até 60 dias. No HVOICE, um projeto aplicado a uma operação de SAC triplicou o volume de monitorias e gerou economia anual de aproximadamente R$ 200 mil, enquanto outro caso, nos setores de cobrança e vendas, registrou aumento de 18,5% na conversão de acordos e de 21,3% na receita em seis meses. Os resultados são casos específicos e não representam uma projeção automática para outras operações, mas ajudam a mostrar onde a análise de conversas pode sair do campo experimental e chegar ao resultado do negócio.

Na avaliação de Limeira, a próxima etapa passa menos pela quantidade de ferramentas adotadas e mais pela capacidade de conectar inteligência às decisões comerciais e operacionais. “O valor não está apenas em transcrever uma ligação. Ele aparece quando a empresa identifica padrões, entende por que uma negociação foi perdida, reconhece comportamentos dos profissionais com melhor desempenho e consegue agir sobre essas informações. Com a pressão crescente para justificar o investimento em IA, transformar conversas em decisões mensuráveis tende a ser uma das formas mais objetivas de separar projetos que geram resultado daqueles que permanecem apenas no campo da experimentação”, conclui.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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