6 erros de gestão financeira que podem destruir uma empresa

6 erros de gestão financeira que podem destruir uma empresa

Não controlar o fluxo de caixa e não saber precificar produtos ou serviços são apenas alguns dos equívocos que podem prejudicar os negócios

Quando ouvimos dizer que uma empresa fechou suas portas, uma série de questionamentos costumam surgir. Vão desde o simples “o que será que houve?”, até o “será que não vendia o suficiente?”. O fato é que uma série de motivos podem levar um negócio a encerrar atividades e, em diversas situações, as causas estão diretamente ligadas à gestão financeira da empresa.

De acordo com Haroldo Matsumoto, que é sócio e diretor da Prosphera Educação Corporativa – consultoria multidisciplinar de gestão de negócios – os empreendedores e gestores de empresas precisam estar atentos aos detalhes administrativos para fazer o negócio prosperar. Nesse contexto, é fundamental acompanhar os controles financeiros da empresa. Afinal, ninguém está imune à possibilidade de cometer certos erros.

Matsumoto aponta 6 erros de gestão financeira que podem destruir uma empresa. São eles:

1- Misturar contas pessoais e corporativas

Separar as finanças pessoas e as finanças da empresa é a primeira medida a ser adotada ao empreender a fim de evitar mau uso do dinheiro e riscos desnecessários para o caixa da empresa. Os rendimentos da empresa devem ficar reservados em uma conta PJ e, a partir dela, devem ser gerenciados os pagamentos a fornecedores e colaboradores.

2-Não ter controle do caixa

Estar atento a tudo que entra e sai do caixa da empresa é preceito básico para a boa administração de um negócio. Todas as receitas e todas as despesas precisam elencadas diariamente. Só dessa maneira é possível ter uma visão completa das operações da empresa e, mais do que isso, quais investimentos podem ser realizados para aprimorar os negócios.

3-Não saber precificar

Saber precificar os produtos e/ou serviços ofertados é tarefa essencial. É por meio da precificação adequada assegura a permanência da empresa no mercado, tornando-a competitiva, atrativa e lucrativa.

4-Não saber controlar o estoque

Ao fazer o controle eficiente do estoque, a empresa diminui custos, equilibra entradas e saídas, pode definir de forma clara o volume ideal de compras e, consequentemente, alcançar um bom nível de lucratividade.

5-Solicitar empréstimos sem necessidade

Este é um ponto extremamente importante. Empréstimos não devem ser solicitados sem uma avaliação completa e precisa do cenário financeiro vivido pela empresa. Solicitar empréstimo para utilizar como capital de giro ou para encobrir falhas de gestão, por exemplo, só vai piorar a situação do negócio. Mesmo quando utilizado para o crescimento da empresa, um empréstimo precisa ser muito bem estudado e estruturado com um plano de ação para sua quitação de maneira breve.

6-Não fazer reservas

Toda empresa enfrenta, em algum momento do ano, períodos de faturamento acima da média e outros nos quais as vendas são mais baixas. Não aproveitar os momentos de alta para reforçar uma reserva financeira pode ser um grande erro. Afinal, nos momentos de crise, as despesas para manter o negócio ativo continuarão existindo.Além disso, é importante, nesses momentos de alta, que se faça um provisionamento para possíveis rescisões trabalhistas, considerando multas e outras obrigações. Não são poucos os casos de empresas, que muitas vezes não pode rescindir o contrato de um colaborador, mesmo que ele esteja prejudicando os demais, por falta de caixa para acerto dos direitos trabalhistas.

“Todo mundo, em algum momento, pode cometer algum deslize querendo acertar. Qual é o empresário que nunca investiu erroneamente na hora de adquirir um produto ou matéria-prima? O segredo é ser ágil para identificar o problema e corrigir a rota. Tendo conhecimento da saúde financeira da empresa, isso se torna mais simples de ser corrigido”, finaliza o especialista.

Crédito da foto: Freepik

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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