Empresas dos EUA buscam no Brasil profissionais do setor de saúde e tecnologia

Empresas dos EUA buscam no Brasil profissionais do setor de saúde e tecnologia

Profissionais com mais de cinco anos de experiência são os que têm mais chance de contratação e aprovação de visto

No primeiro trimestre deste ano, os Estados Unidos registrou a abertura de 940 mil novas vagas de emprego, segundo a Secretaria de Estatísticas Trabalhistas do país (Bureau of Labor Statistics), com a taxa de desemprego registrando 3,9%. Esse cenário abre margem para muitos estrangeiros, especialmente os brasileiros, que estão buscando ascensão na carreira.

“Uma das formas de se conseguir o visto americano permanente para morar é justamente por meio de uma opção de trabalho conhecida como EB2-NIW. Esse é um processo baseado no interesse do país de ter profissionais estrangeiros contribuindo e atuando no mercado de trabalho em determinados cargos estratégicos como engenheiros, profissionais da saúde e advogados”, diz Wagner Pontes, fundador e CEO da assessoria imigratória D4U Immigration.

Atualmente, há mais de 4,59 milhões de brasileiros morando mundo afora, segundo dados do Ministério das Relações Exteriores. Os EUA são, justamente, o principal destino dos brasileiros, com cerca de 1,9 milhão de pessoas, sendo as regiões de Nova York, com 500 mil, seguida por Boston (390 mil), Miami (295 mil), Orlando (180 mil) e Atlanta (110 mil), os distritos com os maiores números de brasileiros no país.

Mercado de trabalho

O déficit de profissionais de saúde, como enfermeiros, dentistas e fisioterapeutas, pode chegar a 121 mil vagas nos próximos oito anos, de acordo com a Associação de Colégios Médicos Americanos. A remuneração dessas oportunidades, que pode variar dependendo de cada estado, chega a US$43 por hora ou US$8 mil mensais, em Nova York, conforme relatório da Indeed.

Segundo dados da D4U Immigration, os profissionais que mais têm sido buscados por companhias americanas é justamente o setor de saúde, registrando 23%, seguido por tecnologia (18%)engenharia (17%) e profissionais da área de administração de empresas (16%).

Para Wagner Pontes, o Brasil já é há alguns anos referência no segmento de saúde e estética. Isso faz com que gerentes e executivos de hospitais e clínicas norte-americanas busquem esses profissionais em solo brasileiro. “Além disso, com o crescimento do setor de tecnologia nos últimos 10 anos aqui no país por conta das startups, expandiu exponencialmente a quantidade de profissionais de TI. Porém há uma escassez no Brasil de profissionais qualificados, gerando mercado para essas pessoas, com mais de cinco anos de experiência, em empresas dos Estados Unidos, que como diferencial competitivo têm o desenvolvimento profissional, remuneração em dólar, além de aspectos como qualidade de vida e segurança”, completa o especialista.

Brasileiros que possuem interesse em morar legalmente nos EUA, via trabalho (acesso ao Green Card), precisam se enquadrar em uma das seguintes categorias:

EB-1: Habilidades extraordinárias. Voltado para profissionais de destaque e que possuem reconhecimento nacional ou internacional em diversas áreas como: ciências, educação, artes, negócios ou esporte. O EB-1 não exige uma oferta de trabalho ou empregador.

EB-2: Habilidades excepcionais. Essa modalidade de visto é voltada para profissionais com carreiras bem-sucedidas e consideradas pelo governo acima da média. O candidato ao visto precisa demonstrar uma capacidade excepcional no segmento da sua área. Vale ressaltar que, nesse caso, é preciso ter uma empresa sendo a sponsor, ou seja, que ofereça a vaga e salário correspondente ao cargo aplicado.

EB2-NIW (National Interest Waiver): Nesse caso, o visto pode ser adquirido com base no histórico profissional e acadêmico. O candidato precisa ter um diploma de graduação superior (bacharelado), mais de cinco anos de atuação, ou certificado de curso técnico com dez anos de experiência, ou ainda ter mestrado, doutorado e PHD em sua área, dispensando assim o tempo de experiência.

EB3: Esse visto também leva ao Green Card, mas ele é indicado às pessoas que têm uma oferta de trabalho nos EUA. Todo o processo é feito pela empresa que tem interesse no funcionário e só no final o candidato escolhido é apresentado à imigração. A vantagem desse visto é que, por ser bem amplo, ele pode ser utilizado em diversas categorias profissionais, com requisitos bem diferentes – desde o graduado com nível acadêmico até o trabalhador com qualificações limitadas.

A D4U é especializada em assessoria imigratória para os Estados Unidos, Europa e Dubai e atua desde o planejamento para aplicação ao visto internacional até mesmo na intermediação de seguros obrigatórios. Para mais informações sobre os processos, pré-requisitos e demais questões sobre, acesse o site da empresa.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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