Sommelier paranaense indica três tendências do mundo dos vinhos destacadas na Wine Paris 2024

Sommelier paranaense indica três tendências do mundo dos vinhos destacadas na Wine Paris 2024
Jonas Martins, representante da MMV.

O consumo de vinhos no Brasil tem aumentado consideravelmente nos últimos anos, com mais de 500 milhões de litros vendidos e um faturamento que superou os R$ 20 bilhões em 2022, de acordo com dados da Winext. Apesar desse crescimento, o consumo per capita no país ainda é baixo, em torno de 2.4 litros, o que coloca o Brasil na 33ª posição no ranking global.

Para acompanhar as tendências em constante evolução do mercado, Jonas Martins, representante da MMV, compartilha algumas previsões para 2024 e como a empresa tem se preparado para atender à demanda. Recentemente, Martins esteve na Wine Paris 2024, uma das maiores feiras de vinhos do mundo. A participação da empresa brasileira na Wine Paris trouxe oportunidades para expandir sua rede de contatos e buscar novos fornecedores, dada a presença de produtores de diversos países no evento.

A empresa foi uma das 20 selecionadas em todo o mundo para receber uma viagem patrocinada pela Business France, ligada ao consulado francês no Brasil. A Wine Paris é conhecida por sua relevância no cenário vinícola, especialmente por ser sediada na França.

Com sete pavilhões repletos de produtores de todo o mundo, a Wine Paris oferece uma variedade de vinhos e destilados, desde os clássicos franceses até os exóticos vinhos da Geórgia e do Líbano.

“A participação da MMV na Wine Paris não apenas consolidou sua posição como uma importadora de destaque, mas também abriu novas perspectivas para o futuro, demonstrando seu compromisso em oferecer aos consumidores brasileiros uma seleção diversificada e de alta qualidade de vinhos de todo o mundo”, explica Jonas Martins.

Explorando os insights obtidos durante sua participação na Wine Paris, ele direcionou seu olhar para o mercado brasileiro, buscando compreender as perspectivas para 2024.

Vinho doce e suave: quebrando alguns mitos

Quando se fala em vinho doce e suave, normalmente “se torce o nariz”. Embora muitas vezes o vinho doce e suave seja visto com certo preconceito no mundo dos vinhos, ele ainda desempenha um papel importante no mercado brasileiro.

Martins observa uma demanda constante por vinhos mais acessíveis e leves, como os vinhos de colônia elaborados com uvas americanas. A MMV está atenta a essa demanda e planeja ampliar sua linha Felitche, produzida em parceria com vinícolas chilenas. Novos rótulos, como o Felitche Chardonnay e o Felitche Pinot Noir, ambos na categoria suave, estão previstos para serem introduzidos no mercado nacional.

“Esses vinhos serão posicionados com um preço acessível, em torno dos quarenta reais, visando oferecer qualidade a um custo acessível. Além disso, investimos em uma apresentação bem impactante, com um rótulo super legal. E que fique claro que existem muitos vinhos suaves de excelente qualidade”, reforça o sommelier.

Retorno aos clássicos

Outra tendência observada é o retorno ao consumo de vinhos clássicos, como champanhes franceses e vinhos das regiões de Bordeaux e Borgonha, além da busca por vinhos italianos, como Barolo e Brunello Di Montalcino.

Por isso,  a MMV tem selecionado produtores  da França e da Itália para oferecer aos brasileiros uma seleção diversificada de vinhos clássicos de alta qualidade.Além disso, a empresa participa de outra feira na Itália, também com o objetivo de buscar contato com novos produtores e vinhos clássicos que podem se adequar ao mercado nacional.

Busca por qualidade a preços acessíveis

Além de se concentrar em vinhos clássicos a MMV procura diversificar as opções para os consumidores brasileiros. A empresa recentemente importou vinhos da Espanha, como os produtores Fillaboa, Murua e o Bodegas Valdrinal; e os vinhos da Hãhã Wine Company da Nova Zelândia, preenchendo uma lacuna no mercado e oferecendo aos consumidores alternativas de alta qualidade. Além disso, a empresa está explorando a possibilidade de importar vinhos da África do Sul e da Califórnia, visando completar seu portfólio com vinhos do “novo mundo”.

“Estamos buscando produtores da África do Sul, que enfrentam desafios semelhantes aos da Nova Zelândia em termos de variedade limitada, e também estamos explorando a possibilidade de trabalhar com produtores da Califórnia. Muitas vezes, esses vinhos não chegam ao mercado internacional devido à alta demanda interna, com a maioria dos produtores focando principalmente no mercado interno”, explica Martins.

Na avaliação do sommelier, todos os esforços da MMV têm um propósito claro: desfazer alguns mitos que existem no mercado de vinhos. Principalmente, buscam desconstruir a ideia de que a apreciação de bons vinhos é algo elitizado e caro. Na prática, a empresa se empenha em oferecer rótulos de qualidade a preços acessíveis, tornando essa experiência mais democrática e acessível a todos os consumidores.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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