Inteligência Artificial redefine os processos industriais

Inteligência Artificial redefine os processos industriais
Uso da IA pelas indústrias oferece ganhos significativos e impactam diversas áreas. Foto/Freepik

Parte I

Ferramenta impulsiona a transformação digital nas fábricas

O mundo vive em constante mudança. No caso específico da indústria, o setor tem buscado inovações que impulsionem o aumento da produtividade e a eficiência em suas operações. Com o avanço exponencial da Inteligência Artificial (IA), essa tecnologia se tornou uma ferramenta poderosa para impulsionar a transformação digital nas fábricas e cadeias de suprimentos.

Aliada a outras tecnologias, a Inteligência Artificial está redefinindo os processos industriais, permitindo que as empresas alcancem novos níveis de excelência e competitividade. Segundo o gerente de Negócios, Tecnologia e Inovação da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Henry Carlo Cabral, o uso da inteligência artificial (IA) nas indústrias pode oferecer vantagens e ganhos significativos, que podem impactar diversas áreas operacionais e estratégicas. Entre os principais benefícios citados por Cabral estão:

Automatização de Processos: A IA permite a automação de tarefas repetitivas e operacionais, reduzindo a necessidade de intervenção humana e acelerando o tempo de produção. Isso resulta em maior eficiência e menor custo operacional.

Otimização de Processos: Algoritmos de IA podem analisar grandes volumes de dados para identificar ineficiências e otimizar processos produtivos, como gerenciamento de recursos, cadeia de suprimentos e logística.
Manutenção Preditiva: A IA pode ser utilizada para prever falhas em máquinas e equipamentos antes que elas ocorram, permitindo a realização de manutenção preventiva. Isso reduz o tempo de inatividade e os custos com reparos emergenciais.

Controle de Qualidade Automatizado: A IA pode ser usada para monitorar e controlar a qualidade dos produtos em tempo real, detectando defeitos e anomalias que poderiam passar despercebidos em uma inspeção manual.

Customização em Massa: Com a ajuda da IA, as indústrias podem oferecer produtos personalizados em escala, ajustando a produção de acordo com as preferências individuais dos clientes

Análise Preditiva: A IA permite que as indústrias usem dados históricos para prever tendências futuras, como demanda de mercado, comportamento do consumidor e possíveis interrupções na cadeia de suprimentos.

Tomada de Decisão em Tempo Real: Com IA, é possível tomar decisões rápidas e informadas com base em análises de dados em tempo real, melhorando a capacidade de resposta da empresa às mudanças do mercado.

Desenvolvimento de Novos Produtos: A IA possibilita a análise de grandes volumes de dados do mercado, ajudando na identificação de novas oportunidades de produto e na inovação contínua.

Aprimoramento Contínuo: As indústrias que utilizam a IA podem se adaptar rapidamente a novas tecnologias e tendências, mantendo-se competitivas em um mercado em constante evolução.

Personalização do Atendimento: A IA permite que as empresas ofereçam um atendimento mais personalizado, entendendo melhor as necessidades e preferências dos clientes, o que pode resultar em maior satisfação e fidelidade.

Serviços Automatizados: Chatbots e assistentes virtuais baseados em IA podem fornecer suporte ao cliente de maneira eficiente, solucionando dúvidas e problemas de forma rápida e precisa.

Monitoramento e Prevenção de Acidentes de Trabalho: A IA pode ser usada para monitorar continuamente a segurança nas operações industriais, identificando e mitigando riscos antes que eles resultem em acidentes ou perdas.

Conformidade Reguladora: Sistemas de IA ajudam as indústrias a garantir que estejam em conformidade com as regulamentações e normas industriais, automatizando o monitoramento e relatórios necessários.

“A inteligência artificial é um catalisador para a próxima geração de automação industrial, proporcionando uma série de benefícios que vão desde a otimização da produção até a melhoria da segurança e a eficiência energética. Ao integrar IA em seus processos, as indústrias podem não apenas melhorar seu desempenho e reduzir custos, mas também se preparar melhor para as demandas e desafios futuros”, resume o gerente de Negócio, Tecnologia e Inovação da Fiep.

Inteligência Artificial tem futuro promissor

O futuro da indústria com a IA é promissor e repleto de oportunidades. A IA, por exemplo, está impulsionando o conceito de “Fábricas Inteligentes”, onde máquinas, sistemas e humanos colaboram em tempo real para otimizar a produção e a tomada de decisões. Na manufatura aditiva (impressão 3D), a combinação com a Inteligência Artificial está permitindo a criação de peças personalizadas e designs complexos, ampliando as possibilidades de fabricação.

A IA também tem o potencial de tornar a cadeia de suprimentos autônoma, com a capacidade de se adaptar e reagir às mudanças do mercado de forma proativa. Em relação à sustentabilidade, a IA pode auxiliar as indústrias a adotarem práticas mais sustentáveis, otimizando o uso de recursos e minimizando o impacto ambiental.

Fiep apoia o uso da IA nas indústrias paranaenses

A Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) tem desempenhado um papel fundamental no apoio ao uso da inteligência artificial (IA) nas indústrias do estado. Segundo informações do gerente de Negócios, Tecnologia e Inovação da Fiep, Henry Carlo Cabral, o trabalho começou em 2019, quando apoiou a criação do Hub de Inteligência Artificial do Senai em Londrina.

O HUB atua com dois objetivos específicos. O primeiro é auxiliar as empresas na adoção de Tecnologias de Inteligência Artificial iniciando com provas de conceito, PoC (Proof of Concept), que são experimentos ou projetos iniciais desenvolvidos para testar e demonstrar a viabilidade de uma ideia, teoria ou conceito. “Caso o conceito seja validado as empresas poderão dar sequência no projeto de desenvolvimento”, explica Cabral.

O segundo objetivo do Hub é a qualificação de pessoas. “O hub através do programa de Residência em Inteligência Artificial em parceria com a Unisenai é um programa avançado de formação prática e imersiva, projetado para capacitar profissionais na aplicação de tecnologias de inteligência artificial em diferentes setores da indústria. Inspirado no modelo de residência médica, esse programa oferece uma combinação de aprendizado teórico e experiência prática, proporcionando aos participantes a oportunidade de trabalhar em projetos reais e desafiadores junto a empresas parceiras”, destaca.

Como funciona o Hub

Henry Carlo Cabral, gerente de Negócios, Tecnologia e Inovação da Fiep. Foto/Divulgação Fiep

As empresas patrocinadoras recebem ao longo dos 12 meses de programa POCs (Proof of Concept), ou Provas de Conceito, que são realizadas durante quatro sprints práticas. Cada sprint dura três meses e as provas de conceito que são entregues para cada empresa patrocinadora correspondem a quatro desafios lançados pela própria empresa.

Empresas que tenham interesse em patrocinar o programa e com isso aplicar IA em seu processo, podem entrar contato com a área comercial de sua região ou através do link:

Programa de Residência em Inteligência Artificial para Empresas – Senai Paraná – Senai Tecnologia e Inovação – Nossa Rede – Hub IA (senaipr.org.br)

O Hub está com vagas abertas para empresas até final de agosto, com início previsto para setembro de 2024.

Conheça os setores industriais que mais usam a IA

A indíustria automotiva é uma das que mais utiliza a Inteligência Artificial. Foto/Freepik

O setor industrial que mais tem utilizado as tecnologias de inteligência artificial (IA) é o de manufatura, especialmente nas indústrias automotiva e eletrônica. Porém, setores como o de logística, saúde, agronegócio e energia também têm investido significativamente em IA, informa o gerente de Negócios, Tecnologia e Inovação da Fiep, Henry Carlo Cabral.

Confira alguns detalhes sobre o uso de IA em diferentes setores:

Manufatura

Automotiva: A indústria automotiva é uma das que mais se beneficiam da IA, utilizando-a em automação de linhas de produção, controle de qualidade, manutenção preditiva e no desenvolvimento de veículos autônomos. Empresas como Tesla, Toyota, e BMW estão na vanguarda dessa adoção.

Eletrônica: No setor de eletrônicos, a IA é usada para otimizar a produção de componentes, melhorar a eficiência energética, e realizar testes automatizados de produtos, como smartphones e semicondutores. Empresas como Samsung e Intel lideram nesse campo.

Logística e Cadeia de Suprimentos

A IA é amplamente utilizada para otimizar rotas de entrega, prever a demanda, gerenciar estoques e melhorar a eficiência dos armazéns através de robótica e automação. Empresas de logística como Amazon e UPS estão utilizando IA para melhorar a eficiência operacional e reduzir custos.

Saúde

No setor de saúde, a IA está sendo usada em diagnóstico assistido por imagem, personalização de tratamentos, descoberta de medicamentos, e gestão de operações hospitalares. Grandes empresas farmacêuticas e hospitais estão adotando IA para melhorar os resultados dos pacientes e reduzir custos.

Energia

A indústria de energia, especialmente no setor de petróleo, gás e energia renovável, utiliza IA para otimizar a exploração de recursos, prever falhas em infraestruturas críticas, e gerenciar redes elétricas inteligentes. Empresas como Siemens e GE utilizam IA para tornar a produção e distribuição de energia mais eficiente e sustentável.

Agronegócio

O agronegócio tem adotado IA para melhorar a eficiência na produção agrícola, com tecnologias como drones para monitoramento de culturas, sensores para gestão de irrigação e IA para previsão de colheitas. Empresas de agricultura de precisão estão na vanguarda dessa transformação.

Confira a segunda parte da matéria no link: https://miriangasparin.com.br/2024/08/a-inteligencia-artificial-e-mais-antiga-do-se-imagina/

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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