Pequenas empresas ainda têm dificuldades financeiras para sobreviver

Pequenas empresas ainda têm dificuldades financeiras para sobreviver

Segundo pesquisa da Serasa Experian, 22% das PMEs enfrentam desafios para se manter operando

A Serasa Experian, líder em soluções de inteligência para análise de riscos e oportunidades, realizou uma pesquisa, divulgada neste mês, para identificar o perfil dos empreendedores, como as Pequenas e Médias Empresas (PMEs), avaliando um cenário nos dias atuais e a longo prazo. A organização identificou quatro perfis distintos: Quero ser Grande, Caminho Estável, Batalha Diária e Liderança Inovadora. Desse grupo, 22% foram incluídas na categora “Batalha Diária”, as quais ainda lidam com escassez de recursos financeiros e humanos.

Foram entrevistados representantes de PMEs em todo o país e o levantamento identificou que para as pequenas e médias empresas incluídas na categoria de “Batalha Diária, 56%” não costumam ter economias ou reservas para imprevistos e crises financeiras. Sobre o lucro, 43% delas ficam sem resultado ou operando no vermelho.

Desse grupo, 52% sofrem com falta de recursos financeiros e 47% deles com carência de mão de obra. Tratam-se de empresas de médio porte, microempresas, empreendedores individuais e de pequeno porte, em área de serviços, comércio varejista, indústria e no comércio atacadista.

Startups criam serviços que facilitam a gestão

Entre os diversos desafios, uma das maiores dores de cabeça desses pequenos e médios empreendedores é a parte administrativa das empresas, o que desvia o foco dos negócios e demanda tempo e recursos. A contratação de profissionais custa caro e impacta diretamente no orçamento da empresa, logo, no fluxo de caixa.

Visando suprir essas necessidades, a BHub, primeira empresa da América Latina a oferecer modelo backoffice as a service, entrega para startups em estágio inicial e PMEs de diferentes segmentos, um novo conceito: a Gestão Administrativa por Assinatura (GAA), onde o cliente paga um valor mensal para resolver toda a demanda da área administrativa da sua empresa, monitorando tudo via aplicativo de celular ou desktop.

A plataforma de gestão administrativa oferece pacotes por assinatura para seus serviços, que englobam além de áreas de contabilidade e financeiro, os setores de RH, fiscal e jurídico. Ainda, os preços das assinaturas são bastante atraentes e justos para o porte dos clientes.

Todos os serviços de backoffice as a service podem ser personalizados e, além do pacote fixo, podem ser contratados de forma individual. Dentre as variações disponibilizados pela startup, estão, especificamente: criação do contrato social, obtenção do CNPJ, registro do nome/marca no INPI, pacote de serviços de contabilidade digital especializada em startups e a CFO as a Service, que inclui os serviços de contabilidade e RH, além de dashboard de KPIs, FP&A, BPO financeiro, reuniões mensais entre outros.

Foi pensando nas dores do empreendedor que a companhia, fundada pelos empresários Jorge Vargas Neto, Fernando Ricco e Marcelio Leal, passou a disponibilizar o CFO as a service, que atua como especialista financeiro em regime parcial, funcionalidade que configura um dos serviços mais procurados da BHub. Com o CFO terceirizado, as empresas economizam, em média, R$ 10 mil por mês.

Os clientes têm reuniões periódicas com o especialista financeiro da BHub e recebem relatórios capazes de facilitar a compreensão do que acontece com as finanças de sua empresa. Além disso, o CFO as a service oferece funções financeiras de alto nível para empresas privadas em diferentes estágios de crescimento, desde o operacional, com a escolha estratégica de sistemas financeiros, criação de orçamentos, modelagem de cenários, projeções financeiras‍ e reuniões de suporte a dúvidas financeiras.

De acordo com o CEO da BHub Jorge Vargas Neto, empreendedor que fundou a Biva, fintech de crédito vendida para a Pagseguro em 2017, e a ZenFinance, startup de credit as a service acquihired pelo grupo Rappi em 2020, muitos donos de empresa não têm tempo, nem dinheiro para gastar com processos burocráticos do seu negócio, por isso precisam ter o apoio de soluções que mantenham tudo no controle. “O empresário deve se concentrar no seu core business para se manter competitivo. Em um cenário de rápida transformação digital, isso se torna cada vez mais necessário”, afirma o executivo.

Startup de energia oferece desconto na conta de luz

Para facilitar o balanço financeiro das PMEs, o serviço de geração compartilhada remota pode ser uma opção para consumidores reduzirem o custo no final do mês, com uma economia de 10% a 20% na conta de luz, e ter acesso à energia renovável, sem necessidade de instalação de placas solares.

É o caso da Lemon Energia, que conecta essas empresas a créditos gerados pela injeção da energia de usinas solares, o que além de contribuir para reduzir a emissões de gases que causam o efeito estufa, traz um desconto na conta de luz dos clientes.

A startup já possibilitou uma economia de R$ 13,5 milhões e evitou a emissão de 42 mil toneladas de CO2 na geração de eletricidade com seus mais de 10 mil clientes nos últimos quatro anos.

O que é geração compartilhada remota?

Esse tipo de produção de energia é baseado em pequenas usinas solares ou de outra fonte limpa (como biogás ou pequenas hidrelétricas), próximas dos locais de consumo, que em vez de comprar e instalar painéis, o consumidor pode “alugar” um pedaço da usina para receber a energia que precisa.

A vantagem é economizar na conta de luz sem nenhum investimento na aquisição de placas. A Lemon conecta essas empresas a créditos gerados pela injeção da energia de usinas solares e, com isso, consegue contribuir para reduzir a emissões de gases que causam o efeito estufa.

A startup já possibilitou uma economia de R$ 13,5 milhões e evitou a emissão de 42 mil toneladas de CO2 na geração de eletricidade com seus mais de 10 mil clientes nos últimos quatro anos.

Como funciona?

Para aderir, os pequenos negócios devem realizar o cadastro pelo site https://energialemon.com.br e a Lemon se encarrega de encontrar uma usina de energia limpa que será responsável por produzir a energia utilizada por aquele estabelecimento. Depois disso, é só aguardar para começar a economizar todo mês na conta de luz. Isso acontece porque a energia produzida nas usinas associadas à Lemon, além de mais limpa e sustentável, é mais barata.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *