Empresas que investem em hiperpersonalização já registram aumento de 10% a 15% na receita total

Empresas que investem em hiperpersonalização já registram aumento de 10% a 15% na receita total

Cliente não quer mais só ‘bom dia’: 68% dos brasileiros só compram onde se sentem entendidos

Você pode não perceber, mas a forma como as empresas falam com você mudou — e muito. Do “Olá, como posso ajudar?” ao “Tudo certo com seu pedido de ontem?”, a personalização no atendimento digital deixou de ser um agrado e virou ponto de sobrevivência no varejo.

Segundo a consultoria Gartner, até o final de 2025, 80% de todas as interações entre marcas e clientes serão totalmente personalizadas. Isso explica por que, no Brasil, 70% das lojas virtuais já usam inteligência artificial para entregar uma experiência de compra mais fluida, precisa e próxima. O dado está no relatório CX Trends 2025, que também mostra o quanto isso importa: 68% dos consumidores brasileiros dizem que só compram onde sentem que foram realmente entendidos.

“Personalização não é mais um diferencial. É uma exigência do cliente. E, mesmo com IA, o toque humano ainda é decisivo”, diz Alberto Filho, CEO da Poli Digital, empresa especializada em automação de canais de atendimento. Para ele, unir tecnologia e empatia é a chave da fidelização: “Chatbots agilizam tarefas simples. Mas só gente entende gente”.

A estratégia da Poli Digital, por exemplo, combina atendimento híbrido, monitoramento contínuo da jornada do consumidor e gestão de reputação. E os dados mostram que isso dá retorno: estudo da McKinsey indica que negócios com foco em hiperpersonalização já observam saltos de 10% a 15% na receita.

Mas não é só sobre conversar bem: é sobre vender melhor. Uma pesquisa da Ecglobal mostra que 86% dos consumidores compram online ao menos uma vez por mês, e que 79% valorizam conveniência, enquanto 78% escolhem lojas com mais variedade de opções. Ou seja, experiência também é praticidade.

“Ferramentas como provador virtual, compra via catálogo e pagamento centralizado fazem diferença. Elas reduzem atrito e aumentam conversão”, explica Alberto.

Outro recurso que vem ganhando tração são as pesquisas de satisfação automatizadas via chatbot. Enviadas imediatamente após o atendimento por canais digitais, essas interações permitem identificar pontos críticos em tempo real e promover ajustes operacionais com agilidade, sem impactar o fluxo de atendimento. “Essa abordagem fornece insumos valiosos para tomadas de decisão mais precisas na melhoria contínua da experiência do cliente, com eficiência e escalabilidade.”

O CEO da Poli alerta que as empresas que negligenciam esse fator correm o risco de perder o cliente antes mesmo do primeiro “bom dia”. “Em um cenário em que a experiência do usuário determina a lealdade à marca, cada ponto de contato — inclusive o primeiro cumprimento — deve ser cuidadosamente planejado para gerar valor imediato.”

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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