Juros altos favorecem renda fixa

Juros altos favorecem renda fixa

XP reforça importância de diversificação de investimentos após decisão do Copom

A manutenção da taxa Selic em 15% pelo Comitê de Política Monetária (Copom) mantém o custo do crédito em patamar elevado, mas também abre uma janela estratégica para quem busca diversificar investimentos. Essa é a avaliação de especialistas da XP após o anúncio na última quarta-feira (30).

O comunicado pós-reunião reforçou que a política monetária seguirá em território restritivo por um “período bastante prolongado”, citando que a inflação segue acima da meta e que o mercado de trabalho permanece aquecido. O documento também destacou que o cenário global está “mais adverso e incerto” e que o Banco Central acompanhará de perto os impactos das tarifas norte-americanas sobre a economia brasileira.

Para Rodolfo Margato, economista da XP, o tom da comunicação foi neutro, sem novidades capazes de mudar a expectativa do mercado.

“Projetamos Selic estável em 15% até o fim de 2025 e início do ciclo de cortes apenas em janeiro de 2026, com a taxa chegando a 12,5% no início do segundo semestre do próximo ano”, afirma Rodolfo Margato.

Segundo Camilla Dolle, Analista de Renda Fixa da XP, a decisão do Copom não deve mexer significativamente na curva de juros. “Os impactos mais relevantes virão das tarifas norte-americanas, e não da condução da política monetária”, avalia.

Na avaliação de Renato Sarreta, líder da XP no Sul, o impacto da Selic é negativo, especialmente para o agronegócio.

“Nossa região depende de crédito rural e financiamento de máquinas e insumos. A manutenção da Selic em patamar elevado encarece essas linhas de crédito. O agronegócio do Estado pode adiar investimentos em tecnologia e expansão com o custo do crédito nesse nível”, observa Renato Sarreta.

O líder destaca que, uma vez encerrado o ciclo de alta da taxa Selic, alinhados ao time alocação, será crucial para os investidores manterem carteiras equilibradas entre todas as classes de ativos, porém, ainda com uma maior exposição em renda fixa, mix entre ativos pós-fixados, de inflação e prefixados. “Cautela e seletividade para calibrar a exposição a diferentes riscos (de crédito, de prazo e de oscilações de mercado), uma vez que ainda enfrentamos muitas incertezas macroeconômicas e geopolíticas globais no curto prazo, além dos desafios políticos e fiscais no Brasil.”, reforça Sarreta.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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