Consumo Prateado redefine o luxo no Brasil e movimenta R$ 1,8 trilhão por ano

Consumo Prateado redefine o luxo no Brasil e movimenta R$ 1,8 trilhão por ano

O futuro dourado do consumo tem o brilho da prata. É o que aponta um estudo recente da Data8, Brasil Prateado – O Cliente Gold é Prata. Segundo o levantamento, o mercado de luxo passa por uma transformação silenciosa, porém profunda, no Brasil: os consumidores acima dos 50 anos estão moldando o presente e o futuro da economia nacional.

Responsáveis por movimentar R$ 1,8 trilhão anuais, os maduros se consolidam como o público mais relevante para marcas que buscam solidez, exclusividade e valor agregado.

Segundo a ONU, o Brasil já soma 59 milhões de pessoas com mais de 50 anos (27% da população) e deve alcançar 40% nas próximas duas décadas.

A velocidade dessa mudança é inédita e tem reflexo direto no comportamento de consumo: qualidade, conforto e identidade tornaram-se pilares, substituindo a lógica efêmera das tendências por uma busca por autenticidade e longevidade: princípios que definem o novo luxo.

Maturidade e sofisticação

Enquanto o mercado global se volta para Millennials e Geração Z, o luxo nacional encontra força na geração prateada. Marcas brasileiras têm se destacado ao entender que o amadurecimento do público é também o amadurecimento da moda. Grifes como Neriage e Almeida Prado vêm reposicionando o discurso do luxo, valorizando o atemporal, o artesanal e o que há de mais humano no vestir.

Outro exemplo é a grife paranaense Id Corium. Fundada em agosto deste ano, a marca já reflete esta virada de chave.

Segundo a CEO da marca, Deborah Vasques, desde sua concepção, a grife foi estruturada com foco no público 45+ apostando em um luxo maduro, autêntico e pautado pela exclusividade.

“O comportamento de consumo desse público é consistente e de alta recorrência. Trata-se de uma faixa etária que prioriza qualidade, procedência e experiência de compra. Nosso portfólio foi estruturado a partir desses dados, com foco em produtos duráveis, estética refinada e atendimento personalizado. Hoje sabemos que a geração madura é protagonista do mercado de luxo no Brasil”, afirma.

Outros nichos

De acordo com o estudo, os consumidores 50+ respondem pela maior parcela dos tíquetes altos no mercado de luxo também nos segmentos de joalheria, turismo e bem-estar. São eles que garantem estabilidade ao setor e impulsionam segmentos como residências seniores de alto padrão, cruzeiros culturais e spas de longevidade. No Brasil, o mercado de luxo movimentou R$ 98 bilhões em 2024 e deve chegar a R$ 150 bilhões até 2030, sustentado majoritariamente por esse público.

Com base nos dados, fica evidente que o avanço do consumo prateado representa um eixo de crescimento estratégico para o mercado de luxo no Brasil. Mais do que fenômeno de comportamento, trata-se de uma reconfiguração estrutural da demanda que redefine produtos, serviços e comunicação para um consumidor de alto poder aquisitivo, experiente e com novos parâmetros de valor.

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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