Impressão digital têxtil deve movimentar R$ 462 milhões no Brasil até 2030

Impressão digital têxtil deve movimentar R$ 462 milhões no Brasil até 2030

Demanda por personalização, sustentabilidade e tempo de resposta reduzido para lançamentos de coleções impulsiona crescimento do setor

O mercado de impressão digital têxtil vive um momento de forte expansão no Brasil. Segundo levantamento da Grand View Research, o setor deve movimentar cerca de R$ 462,1 milhões no país até 2030, impulsionado por um crescimento anual médio de 11,4%. De acordo com o estudo, o Brasil já responde por 4,3% do mercado global e lidera o crescimento na América Latina, estimulado pelo avanço do e-commerce e pela valorização da manufatura sob demanda, principalmente nos segmentos de moda e decoração.

Esse avanço reflete, ainda, uma mudança profunda no comportamento do consumidor e na forma como a moda e o design são produzidos e consumidos. Nos últimos anos, o perfil do cliente brasileiro se transformou: hoje, ele busca diferenciação, propósito e identidade em tudo o que veste ou consome. A estética continua importante, mas passou a caminhar lado a lado com a autenticidade. Produtos únicos, feitos sob demanda e com significados pessoais tornaram-se símbolos de expressão individual.

Entre todas as possibilidades de impressão têxtil, a impressão direta no tecido (DTG) tem sido uma grande aliada dessa tendência.

“Essa tecnologia digital permite produzir peças personalizadas com agilidade, alta qualidade e menor impacto ambiental, eliminando etapas de pré-impressão e reduzindo desperdícios típicos de processos tradicionais. Isso favorece tanto pequenos empreendedores quanto grandes indústrias que buscam eficiência”, explica Paulo Akashi, diretor de vendas da Brother, que tem em seu portfólio linhas de equipamentos voltadas para diferentes perfis de produção: a GTX Pro e GTX Pro B, que oferecem tanto impressões DTG (diretamente no tecido) como em DTF (em filme para posteriormente ser aplicado no tecido); a GTX 600, focada em indústria; além da impressora de sublimação SP1.

DTG em evidência

De acordo com o levantamento da Grand View Research, o segmento de sublimação foi o responsável por 52,5% da receita global de impressão digital têxtil em 2024. Mas no Brasil, é a impressão DTG que tem se destacado no mercado da impressão digital têxtil, sendo a que mais gerou receita no ano passado. Isso acontece pela capacidade de atender à demanda crescente por produtos exclusivos, de curta tiragem e com design autoral, com tempos de resposta rápidos e custos baixos de configuração. A pesquisa prevê que a técnica deverá registrar o crescimento mais acelerado no país até o fim desta década, se consolidando como uma solução versátil, que combina alta definição de imagem, flexibilidade e custo competitivo, impulsionada pelo aumento da personalização de roupas, acessórios e artigos esportivos.

Outro ponto de relevância é o uso de tintas pigmentadas que, além de oferecer cores mais vivas e durabilidade, demandam menos etapas de preparação e utilizam menos água, o que reduz o impacto ambiental e o custo de produção, combinando eficiência, sustentabilidade e qualidade. Para a Brother Brasil, esse cenário reafirma o potencial da tecnologia como ferramenta de transformação e democratização do segmento. A linha GTX, que reúne os modelos GTX Pro, GTX Pro B e GTX 600, vem sendo uma grande aliada na expansão desse mercado. A GTX Pro oferece flexibilidade e performance ideais para pequenos e médios negócios que atuam com personalização — de ateliês e estúdios criativos a lojas online —, enquanto a GTX 600 foi projetada para grandes produções industriais, garantindo robustez, automação e alto rendimento em escala.

“A linha GTX foi desenvolvida para atender toda a cadeia da personalização, do microempreendedor ao grande fabricante”, destaca Paulo. “Ela combina velocidade, precisão e versatilidade, permitindo imprimir desde pequenas tiragens até volumes industriais com o mesmo padrão de qualidade. É uma tecnologia que acompanha o ritmo do mercado e as novas demandas de consumo, ajudando nossos clientes a oferecerem produtos únicos, com propósito e valor agregado”, afirma.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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