Governança de preços ajuda consumidor e empresas a equilibrar valor e responsabilidade

Governança de preços ajuda consumidor e empresas a equilibrar valor e responsabilidade

Especialista aponta que transparência e estratégia de preços podem fortalecer escolhas conscientes e confiança do consumidor num cenário de alta sensibilidade ao custo

Mesmo em um cenário de maior atenção ao impacto social e ambiental, o preço continua determinante no comportamento do consumidor, levando a governança de preços a estimular escolhas mais conscientes e transparentes. Segundo levantamento do Boston Consulting Group, 63% dos brasileiros afirmam se preocupar com sustentabilidade e impacto social, embora apenas 39% indiquem que isso influencia diretamente o que compram.

Segundo Lígia Lopes, CEO da Teros, plataforma de automação inteligente que transforma dados em resultados, o pricing é uma ferramenta para otimizar margens dentro da organização, mas que, hoje, se tornou um compromisso com transparência que fortalece a relação com o consumidor. Ao definir preços de forma estratégica e justa, as empresas criam um ambiente em que escolhas conscientes se tornam mais fáceis e valorizadas.

“Governança de preços envolve processos estruturados para definição, revisão e comunicação de valores com base em dados confiáveis, tendências de mercado e expectativas dos clientes. Além disso, permite identificar oportunidades de ajustar margens sem prejudicar a percepção de justiça, fortalecendo a fidelização e a reputação da marca”, explica Lígia.

Um estudo da NielsenIQ aponta que 76% dos consumidores globais consideram a transparência das empresas importante na hora de comprar, reforçando a ideia de que estratégias de pricing alinhadas ao propósito podem gerar vantagem competitiva no mercado.

Transparência

Ao adotar uma abordagem estruturada e transparente de pricing, as empresas conseguem reduzir ruídos na comunicação com o público, promovendo mais clareza sobre o valor real dos produtos e serviços. Isso é especialmente importante em momentos de instabilidade econômica, quando o consumidor busca justificar melhor cada escolha de compra. Nesse contexto, o processo também funciona como uma ponte entre os interesses do negócio e os valores da sociedade.

Além disso, ainda conforme a CEO, a prática ajuda a antecipar movimentos do mercado e evitar decisões reativas, muitas vezes motivadas por concorrência ou pressão por volume. Com dados sólidos, é possível entender melhor o comportamento do cliente, segmentar ofertas com mais precisão e construir estratégias que equilibram competitividade com rentabilidade.

“Sobretudo, o pricing também tem um papel educativo. Quando a empresa comunica de forma clara por que determinado produto custa mais do que outro, seja por sustentabilidade, qualidade ou inovação, ela contribui para formar um consumidor mais conectado com os seus próprios valores. E acredito que esse é o caminho para relações mais duradouras e consistentes no ambiente de consumo”, finaliza Lígia Lopes.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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