Inadimplência ultrapassa 80,6 milhões na virada do ano

Inadimplência ultrapassa 80,6 milhões na virada do ano

Dívidas impedem a realização de sonhos, mostra Serasa

O Brasil chega ao fim do ano com 80,6 milhões de pessoas inadimplentes, a maior marca histórica do país pelo 11º mês consecutivo, segundo levantamento mais recente da Serasa. Apesar do patamar elevado, o aumento registrado em novembro representa a menor variação de crescimento de 2025, sinalizando leve desaceleração no avanço da inadimplência.

De acordo com o Mapa da Inadimplência e Negociação de Dívidas da empresa, o último mês contabilizou 173 mil novos inadimplentes, alta de 0,22% em relação a outubro. Ao todo, o país soma 321 milhões de dívidas negativadas, que representam um volume aproximado de R$ 511 bilhões em débitos.

Obstáculos para realização de sonhos

Mesmo com a desaceleração no crescimento, o impacto das dívidas na vida dos brasileiros segue expressivo na virada do ano. Pesquisa da Serasa em parceria com o instituto Opinion Box mostra que 96% dos consumidores afirmam que a inadimplência impede a realização de sonhos e metas pessoais.

Os efeitos emocionais também são evidentes: 9 em cada 10 consumidores relatam que as dívidas afetam a autoestima e a confiança. Entre os sentimentos mais associados ao endividamento estão a vergonha (22%), frustração (18%) e tristeza (14%).

A inadimplência também compromete projetos concretos de vida. Segundo o levantamento, 31% dos consumidores deixaram de melhorar o padrão de vida (considerando moradia, lazer e outros setores), 27% não conseguiram comprar ou trocar de veículo (carro ou moto) e 23% precisaram adiar planos de comprar, alugar ou trocar de casa.

“A inadimplência não impacta apenas o orçamento, mas também o bem emocional e a capacidade de planejar o futuro”, afirma Aline Maciel, diretora da Serasa. “Quando a renda fica comprometida com dívidas, os sonhos são colocados em pausa e decisões importantes acabam sendo adiadas.”

Apesar do cenário desafiador, a regularização do nome representa um ponto de virada para milhões de brasileiros. De acordo com a pesquisa, 82% dos consumidores se sentem mais otimistas em relação ao futuro financeiro após limpar o nome. Para 24%, voltar a ter acesso ao crédito é o principal sonho depois da negociação. Entre quem já regularizou a situação, 20% afirmam que a primeira atitude foi retomar o acesso a serviços financeiros (conta corrente e cartão de crédito, por exemplo).

“Limpar o nome é um passo essencial para reconstruir a vida financeira, mas precisa vir acompanhado de planejamento. A renegociação permite reorganizar o orçamento, entender limites e criar uma relação mais saudável com o crédito”, orienta Aline.

Com os últimos dias do Feirão Serasa Limpa Nome, os consumidores ainda têm a oportunidade de negociar dívidas com condições especiais e iniciar o próximo ano com mais tranquilidade financeira. As mais de 698 milhões de ofertas, com descontos de até 99%, estão disponíveis até 23h59 desta sexta-feira, 19 de dezembro, nos canais oficiais:

  • Site: Link
  • App Serasa no Google Play e App Store
  • WhatsApp: (11) 9 9575-2096
  • Mais de 7 mil agências dos Correios de todo o Brasil com taxas isentas para negociação estendidas também até 19 de dezembro.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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