Quer empreender em 2026? Veja os setores com maior potencial para novos negócios

Quer empreender em 2026? Veja os setores com maior potencial para novos negócios

Confederação de Jovens Empresários aponta áreas com demanda recorrente e menor custo de entrada para pequenos empreendedores

O recorde de abertura de pequenos negócios registrado em 2025 reacendeu o interesse de brasileiros que planejam empreender em 2026. Entre janeiro e novembro do ano passado, cerca de 4,6 milhões de novas empresas foram abertas no país, segundo dados do Sebrae, setores como comércio eletrônico, soluções para o dia a dia e alimentação despontaram e ganharam destaque na preferência dos jovens empresários. O movimento foi impulsionado por fatores como digitalização de serviços, estímulos à economia local e maior facilidade para abertura de empresas. Para 2026, a expectativa é de um cenário ainda marcado por cautela, com atenção a juros, custos operacionais e concorrência.

Segundo Fábio Saraiva, advogado e presidente da Confederação Nacional de Jovens Empresários (Conaje), quem pretende abrir um negócio precisa analisar diferentes cenários antes de investir.

“É fundamental montar projeções considerando custos fixos, juros ainda elevados e concorrência intensa. Negócios que entram no mercado apostando apenas em preço tendem a sofrer mais. Diferenciais como atendimento, nicho, valor percebido e comunidade fazem diferença”, afirma.

Com base na observação do mercado e da atuação de jovens empresários em todo o país, a Conaje elencou os setores com maior potencial para pequenos negócios em 2026.

 1.⁠ Serviços essenciais e manutenção

Em períodos de instabilidade econômica, consumidores tendem a consertar mais e substituir menos. Serviços de manutenção seguem com demanda constante, independentemente do cenário.

Possíveis serviços: elétrica, hidráulica, manutenção predial, reparos de eletrodomésticos e eletrônicos, serviços automotivos, pequenas reformas e serviços técnicos.

 2.⁠ ⁠Alimentação prática e de baixo custo

A busca por praticidade mantém o setor de alimentação aquecido, principalmente modelos com operação enxuta e foco em custo acessível.

Possíveis serviços: marmitas saudáveis, cozinhas de pequeno porte, delivery de produção própria e kits prontos de refeições congeladas.

 3.⁠ ⁠Saúde e bem-estar (pessoas e pet)

Serviços ligados à saúde e ao cuidado pessoal tendem a ser priorizados mesmo em momentos de restrição financeira. O segmento pet segue em expansão, impulsionado pelo vínculo emocional com os animais.

Possíveis negócios: clínicas de estética e serviços de cuidado, fisioterapia, psicologia, terapias, serviços de banho, tosa e cuidado animal.

4.⁠ Educação e qualificação profissional 

Cenários de incerteza costumam aumentar a procura por cursos e treinamentos voltados à recolocação profissional e ao desenvolvimento de novas habilidades.

Possíveis negócios: cursos rápidos, treinamentos técnicos, formação profissional, educação empreendedora e digital.

 5.⁠ Serviços B2B para pequenas empresas

Empresas que ajudam outros negócios a reduzir custos ou ganhar eficiência tendem a encontrar espaço mesmo em períodos mais difíceis.

Possíveis negócios: marketing digital, contabilidade, gestão financeira e administrativa, gestão de redes sociais e tráfego pago e tecnologia de automação.

 6.⁠ E-Commerce de produtos essenciais

Por mais que a instabilidade econômica impacte em todos os segmentos, as vendas online têm tomado o espaço do comércio tradicional.

Possíveis negócios: produtos de saúde e bem-estar, itens de reposição, produtos para pets e utensílios práticos.

Para Saraiva, a leitura de mercado é decisiva no início do negócio. “Quem começa em 2026 precisa olhar para setores com demanda, operação simples e espaço para especialização. Apostar em modismos ou estruturas muito complexas aumenta o risco. O foco deve ser serviço, nicho e sustentabilidade do negócio”, conclui.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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