Crédito volta ao centro do ciclo imobiliário em 2026 e tende a destravar consumo residencial

Crédito volta ao centro do ciclo imobiliário em 2026 e tende a destravar consumo residencial

Provável queda da Selic e ampliação do crédito animam o mercado de imóveis

Depois de um período marcado por juros elevados e maior seletividade da demanda, o mercado imobiliário entra em 2026 com sinais de um ambiente mais favorável. A expectativa de queda da Selic, a ampliação das linhas de crédito e o fortalecimento do programa Minha Casa Minha Vida formam a base de um cenário que deve sustentar a evolução do setor, ainda que o calendário eleitoral imponha cautela adicional aos agentes do mercado.

O consenso entre os agentes do setor é de que o crédito voltará a ocupar papel central neste novo ciclo. A projeção de redução de dois a três pontos percentuais nas taxas de juros, combinada ao aumento do financiamento imobiliário, tende a aliviar a pressão especialmente sobre a classe média, hoje o segmento mais sensível ao custo do dinheiro.

Na avaliação de Felipe Rossi, CEO da Houser, proptech americana que automatiza serviços de reparos residenciais, os efeitos da melhora nas condições de crédito não se restringem à compra do imóvel, mas se estendem ao consumo posterior ligado ao uso da casa.

“O crédito influencia todo o ciclo imobiliário, não apenas a aquisição. Quando o custo do dinheiro começa a cair, reformas, adaptações e melhorias deixam de ser postergadas indefinidamente e passam a entrar novamente no planejamento das famílias”, afirma Rossi.

Segundo o executivo, o movimento tende a ser gradual, mas consistente. “Não se trata de um ciclo de euforia, mas de recomposição. A classe média é a primeira a sentir o impacto do crédito mais barato porque também é a mais pressionada quando os juros sobem. Com maior previsibilidade financeira, decisões represadas começam a voltar.”

Rossi observa que serviços como reparos estruturais, melhorias funcionais e adequações do imóvel costumam responder com alguma defasagem às mudanças no ambiente macroeconômico, acompanhando a normalização do crédito imobiliário. “Essas decisões não surgem do nada. Elas já existem como necessidade. O que muda é a viabilidade financeira.”

Fundada em 2023 na Flórida, a Houser atua na intermediação digital de serviços residenciais, conectando consumidores a profissionais licenciados, segurados e avaliados por desempenho. Para o executivo, a recomposição do crédito cria um ambiente mais funcional para toda a cadeia ligada à habitação.

“Quando o crédito volta a cumprir seu papel, o mercado opera menos sob a lógica da restrição e mais sob a lógica do planejamento. Isso tem implicações relevantes para o setor imobiliário e para todo o ecossistema de serviços residenciais”, conclui.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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