Petróleo em alta pressiona aviação e exige mais planejamento das viagens aéreas

Petróleo em alta pressiona aviação e exige mais planejamento das viagens aéreas

Escalada das tensões no Oriente Médio eleva custos do setor aéreo, o que deve provocar reajustes nas passagens

A valorização do petróleo no mercado internacional, em meio ao agravamento das tensões no Oriente Médio, volta a pressionar um dos principais custos da aviação e acende um sinal de alerta para empresas e passageiros. Com o barril acima de US$ 100 e a instabilidade geopolítica afetando expectativas sobre oferta de energia, o setor aéreo passa a conviver com um ambiente de maior incerteza, em que combustíveis mais caros tendem a impactar diretamente a operação das companhias e o preço final das passagens.

Além do impacto direto sobre o querosene de aviação, o momento também aumenta a cautela de empresas e passageiros diante da possibilidade de reajustes graduais nas tarifas. Em um contexto de margens apertadas, a combinação entre petróleo elevado, custos dolarizados e pressão internacional tende a exigir respostas rápidas das companhias aéreas e mais estratégia por parte de quem depende do transporte aéreo para manter agendas de viagens pessoais ou de negócios.

Para Luiz Moura, especialista em turismo corporativo e cofundador da VOLL, maior plataforma de gestão de viagens corporativas da América Latina, o repasse da alta do petróleo para o preço das passagens é um movimento praticamente inevitável se o valor dele continuar em patamares elevados. “Em média, cerca de 30% dos custos da aviação estão relacionados ao combustível. Quando esse insumo sobe no mercado internacional, as companhias aéreas passam a ter pouquíssimo espaço para absorver esse aumento, porque operam com margens muito baixas”, afirma.

Segundo ele, a rentabilidade estreita do setor limita reações mais flexíveis diante da alta de custos. “A margem de uma companhia aérea é muito pequena, perto de 3% a 6%, segundo a McKinsey. É um grande desafio reduzir essa já limitada rentabilidade para compensar a alta do principal insumo da operação. Como consequência, o custo da passagem tende a subir gradualmente, à medida que o preço do barril continua pressionado”, diz.

Moura observa que esse cenário também pode afetar o comportamento das empresas na organização de viagens futuras. “Quando existe a expectativa de aumento de preços, muitos negócios passam a rever o timing de eventos, encontros e deslocamentos de equipes, especialmente em viagens de grupo. Isso pode levar a postergação, reprogramação e, em alguns casos, até cancelamentos, por pressão orçamentária”, explica.

Na avaliação do executivo, o momento não é para ficar pessimista, mas para se preparar com estratégia. “A palavra de ordem, nesse contexto, é planejamento. Se a pessoa ou a empresa já sabem que uma viagem, reunião ou evento vai acontecer, a antecedência na compra passa a ser ainda mais importante. Esperar a tarifa subir para então emitir a passagem significa contratar o mesmo serviço por um custo maior. Em períodos de pressão sobre o combustível, planejar com antecedência deixa de ser uma boa prática e passa a ser uma ferramenta essencial de controle de despesas”, conclui.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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